Significado de escatimoso

Explore os principais sentidos da palavra 'escatimoso', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.Diz-se de pessoa que age com escatimo, isto é, que demonstra avareza, sovinice ou mesquinhez excessiva ao gastar ou compartilhar recursos.
  • adj.Relativo a ou caracterizado por parcimônia exagerada, quase sempre em detrimento da qualidade ou do bem-estar alheio.
  • adj.Que revela falta de generosidade ou de liberalidade, especialmente em questões financeiras ou materiais.

Etimologia:

Escatimoso deriva do latim tardio "scatimōsus", que significa avarento ou mesquinho, relacionado a "scatīmus", que indica parcimônia ou economia exagerada.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Econômico

Refere-se a um comportamento de consumo ou gestão de recursos marcado por uma contenção extrema, frequentemente irracional, que leva a escolhas de baixo custo imediato, mas com alto custo futuro (ex.: reparos mal feitos).

Exemplo: O administrador escatimoso recusou-se a comprar papel de qualidade, resultando em impressoras constantemente entupidas.

Sentido Psicológico

Descreve um traço de personalidade associado à ansiedade de perda e à necessidade de controle sobre bens materiais, manifestando-se em atos de recusa sistemática a qualquer desembolso, mesmo que pequeno.

Exemplo: O personagem de Harpagon, em O Avarento de Molière, é o arquétipo literário do sujeito escatimoso, incapaz de ceder um único centavo para o sustento da própria casa.

Sentido Social

Designa a atitude de alguém que, em relações de troca ou convívio, impõe uma economia de favores, gentilezas ou contribuições, gerando desconforto e desgaste nos vínculos coletivos.

Exemplo: Na festa de confraternização, o colega escatimoso levou apenas um pacote de biscoitos para dividir entre vinte pessoas.

Sentido Histórico

No contexto do Brasil colonial e imperial, aplicava-se a senhores ou administradores que negavam aos escravizados ou agregados o mínimo necessário para subsistência (roupas, comida, ferramentas), por pura cobiça.

Exemplo: Relatos de viajantes do século XVIII mencionam feitores escatimosos que racionavam a farinha a ponto de causar desnutrição generalizada na senzala.

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