Significado de exsicata
Explore os principais sentidos da palavra 'exsicata', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Espécime vegetal seco e prensado, montado em cartolina ou papel especial, com etiqueta contendo dados de coleta, identificação e procedência, destinado a herbários para estudo e documentação científica.
- sf.Por extensão, o conjunto formado pela amostra vegetal e seus dados associados, utilizado como testemunho em pesquisas botânicas e taxonômicas.
Etimologia:
Exsicata provém do latim "exsiccatus", particípio passado de "exsiccare", que significa "secar completamente", formado pelo prefixo ex- (fora) e siccare (secar).
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Documental
A exsicata funciona como um registro material e permanente de uma planta em determinado local e tempo, servindo de prova física para a ocorrência de uma espécie.
Exemplo: O herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro armazena exsicatas coletadas por naturalistas do século XIX, como as de Auguste de Saint-Hilaire.
Sentido Técnico-Científico
No contexto da taxonomia, a exsicata é a unidade básica de referência para a identificação e descrição de espécies, permitindo a comparação morfológica entre amostras.
Exemplo: Um botânico utiliza uma exsicata-tipo para confirmar a identidade de uma nova coleta de Paepalanthus.
Sentido Museológico
Como objeto de acervo, a exsicata demanda cuidados específicos de conservação (controle de umidade, pragas e luz) e segue protocolos de curadoria para garantir sua longevidade e acessibilidade.
Exemplo: A digitalização de exsicatas do herbário do Museu Nacional permitiu o resgate de dados após o incêndio de 2018.
Sentido Histórico-Científico
A exsicata é um testemunho da história da botânica e das expedições científicas, registrando a distribuição passada de espécies e as práticas de coleta de diferentes épocas.
Exemplo: As exsicatas de Cattleya labiata coletadas por George Gardner no século XIX são fontes primárias para estudos de biogeografia histórica.
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