Significado de fabuleira
Explore os principais sentidos da palavra 'fabuleira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Mulher que conta ou inventa histórias fantásticas ou inverossímeis.
- s.f.(Brasil, regional) Pessoa que exagera ou distorce fatos ao narrar algo.
- s.f.(figurado, informal) Indivíduo que propaga boatos ou fofocas sem fundamento.
Etimologia:
"Fabuleira" deriva do latim "fabula", que significa "fábula" ou "história", acrescido do sufixo "-eira", usado para formar substantivos femininos indicativos de profissão, atividade ou característica, designando, assim, aquele que conta ou inventa fábulas.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Cotidiano
Designa, no uso coloquial, alguém que frequentemente embeleza ou altera a verdade ao relatar acontecimentos, geralmente sem intenção maliciosa, mas com propensão ao exagero.
Exemplo: “Não acredite em tudo que ela diz; é uma fabuleira de primeira.”
Sentido Literário
Refere-se a um arquétipo de narrador oral, presente em tradições populares, que mistura realidade e fantasia para entreter ou ensinar, funcionando como guardiã de mitos e lendas locais.
Exemplo: Na obra de Guimarães Rosa, personagens como a avó de “Campo Geral” assumem traços de fabuleira ao transmitir causos.
Sentido Psicológico
Descreve um padrão de comportamento em que o indivíduo recorre à fabulação como mecanismo de defesa ou de autoafirmação, criando narrativas alternativas para lidar com frustrações ou lacunas de identidade.
Exemplo: Em contextos clínicos, a fabuleira pode ser associada a traços de personalidade histriônica ou a transtornos factícios.
Sentido Sociolinguístico
Categoria nativa em comunidades rurais brasileiras para classificar um papel social feminino ligado à oralidade, à memória coletiva e à transmissão de saberes não oficiais, muitas vezes em oposição à autoridade documental.
Exemplo: Em festas de reinado no interior de Minas Gerais, a fabuleira é convidada a narrar a história da comunidade, ainda que seus relatos sejam vistos com ceticismo pelos mais jovens.
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