Significado de facínoras

Explore os principais sentidos da palavra 'facínoras', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Indivíduo que comete crimes graves ou atos de extrema violência e perversidade; criminoso violento.
  • s.m.Pessoa de comportamento cruel, desumano e desprezível.
  • s.m.(Por extensão) Sujeito que causa grande perturbação ou dano, agindo com maldade.

Etimologia:

Facínoras deriva do latim facinus, facinoris, que significa "feito criminoso" ou "crime", com o sufixo -ora, indicando agente, formando assim "aquele que comete crime" ou "criminoso".

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico-Jurídico

Refere-se a criminosos notórios cujos atos, pela sua brutalidade ou impacto social, marcaram períodos específicos, sendo frequentemente citados em crônicas e processos judiciais como exemplos de barbárie.

Exemplo: Os "facínoras" que atuavam nos bandos de cangaceiros no Nordeste brasileiro, como os seguidores de Lampião, eram retratados tanto como justiceiros quanto como vilões brutais.

Sentido Literário-Dramático

Designa o antagonista ou vilão arquetípico em narrativas, cuja maldade extrema e ações cruéis funcionam como motor do conflito e da degradação moral no enredo.

Exemplo: Em várias obras de José de Alencar, como "O Gaúcho", os facínoras representam a força bruta e a corrupção que ameaçam a ordem e os heróis.

Sentido Político-Retórico

Utilizado como termo de intensa condenação moral e política para deslegitimar adversários, atribuindo-lhes não apenas erro ideológico, mas uma natureza criminosa e desumana.

Exemplo: Em discursos ou textos de polêmica política, grupos opressores ou líderes autoritários podem ser denominados "facínoras" para enfatizar a violência de seu regime.

Sentido Sociológico

Categoria para analisar indivíduos ou grupos que operam à margem da lei, cujas ações violentas desafiam e corroem os pactos fundamentais de convivência e o tecido social, servindo como sintoma de falhas estruturais.

Exemplo: O estudo de milícias urbanas ou de grupos de extermínio pode enquadrar seus membros como facínoras, analisando sua relação com a desigualdade e a falência institucional.

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