Significado de feitiços
Explore os principais sentidos da palavra 'feitiços', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Ato ou efeito de feiticeiro; encantamento, bruxaria.
- s.m.Palavras, gestos ou objetos aos quais se atribui poder mágico.
- s.m.Conjunto de fórmulas mágicas para produzir um efeito sobrenatural.
- s.m.(Fig.) Grande fascínio, atração irresistível; encanto.
- s.m.(Bras., informal) Dificuldade, problema complicado; confusão, encrenca.
Etimologia:
A palavra "feitiços" deriva do latim vulgar facticius, que significa "feito, artificial", originado de factum, particípio passado de facere, que quer dizer "fazer". No português, a palavra evoluiu para designar objetos ou práticas relacionadas a encantamentos ou magia.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Antropológico/Ritual
Refere-se a práticas mágicas específicas de um grupo cultural, utilizadas para influenciar pessoas, eventos ou forças da natureza, seguindo um sistema de crenças tradicional.
Exemplo: Os "ebós" e "trabalhos" na Umbanda e no Candomblé, que envolvem oferendas e palavras rituais para fins de proteção ou intervenção.
Sentido Literário/Fantástico
Designa o mecanismo narrativo em obras de fantasia ou ficção que concede a personagens a capacidade de alterar a realidade através de fórmulas, gestos ou artefatos, seguindo regras internas do universo criado.
Exemplo: Os feitiços ensinados em Hogwarts, como "Expelliarmus" ou "Expecto Patronum", na série Harry Potter.
Sentido Psicológico/Metafórico
Descreve um estado de fascinação ou dominação emocional intensa que uma pessoa, ideia ou experiência exerce sobre um indivíduo, anulando sua capacidade crítica.
Exemplo: Pode-se dizer que um líder carismático lançou um "feitiço" sobre seus seguidores, que passam a adotar suas visões sem questionamento.
Sentido Sociopolítico
Alude a discursos, narrativas ou ideologias amplamente difundidas que, por repetição e apelo emocional, criam uma visão de realidade distorcida e incontestável dentro de um grupo social, funcionando como instrumento de controle.
Exemplo: A propaganda de Estado totalitária é frequentemente analisada como um "feitiço" coletivo que fabrica o consenso.
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