Significado de fideísmo
Explore os principais sentidos da palavra 'fideísmo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Doutrina filosófica e teológica que defende a primazia da fé sobre a razão no acesso ao conhecimento religioso.
- s.m.Posição que afirma que a crença em Deus ou em verdades religiosas é justificada pela fé, independentemente de evidências racionais.
- s.m.Atitude de aceitação de um credo ou dogma baseada fundamentalmente na confiança ou na autoridade, e não na argumentação lógica.
Etimologia:
Fideísmo deriva do latim "fides", que significa "fé", e do sufixo "-ismo", indicando doutrina ou sistema, referindo-se à crença de que a fé é independente ou superior à razão.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico
Refere-se a uma corrente dentro da teologia cristã, particularmente protestante, que enfatiza a fé como único meio de salvação e de compreensão das Escrituras, rejeitando a teologia natural.
Exemplo: A posição de alguns pensadores da Reforma, como Martinho Lutero, contra a escolástica tomista que buscava harmonizar fé e razão.
Sentido Epistemológico
Designa, na filosofia da religião, a teoria de que a crença religiosa é propriamente básica e não requer justificação por outras crenças ou evidências empíricas para ser racional.
Exemplo: A defesa de Alvin Plantinga de que a crença em Deus pode ser racionalmente aceita sem provas, similar à crença na existência de outras mentes.
Sentido Crítico-Polêmico
Usado pejorativamente para caracterizar uma atitude intelectual considerada irracional ou anti-intelectual, que abdica da razão e do exame crítico em favor de uma adesão dogmática.
Exemplo: A acusação de que certos movimentos fundamentalistas religiosos praticam um fideísmo que rejeita descobertas científicas, como a teoria da evolução.
Sentido Psicológico-Existencial
Descreve a postura individual de quem vive sua crença ou convicção profunda (não necessariamente religiosa) como um compromisso último que precede e fundamenta toda a sua compreensão da realidade, sem buscar uma fundamentação externa.
Exemplo: A decisão de fé descrita por Søren Kierkegaard como um "salto" para além do racional, envolvendo risco e paixão subjetiva.
Explorar também:
Compartilhar: