Significado de fideísta
Explore os principais sentidos da palavra 'fideísta', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Pessoa que adota o fideísmo, doutrina que sustenta que a fé religiosa é o fundamento exclusivo ou principal do conhecimento e da verdade, independentemente da razão ou da evidência empírica.
- s.m.Indivíduo que defende a primazia da crença religiosa sobre qualquer argumento racional ou científico.
- s.2g.Relativo ou pertencente ao fideísmo.
Etimologia:
A palavra "fideísta" deriva do latim "fides", que significa "fé", e do sufixo "-ista", usado para indicar alguém que professa uma doutrina ou crença, referindo-se, assim, a quem sustenta a primazia da fé sobre a razão.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Epistemológico
O fideísta, em filosofia, defende que a verdade religiosa é acessível apenas pela fé, rejeitando a razão como meio válido para alcançar certezas sobre Deus ou o transcendente.
Exemplo: Blaise Pascal, em seus Pensamentos, argumenta que a aposta na existência de Deus é uma decisão de fé que supera a lógica demonstrativa.
Sentido Histórico-Teológico
No contexto da Reforma Protestante, o fideísta enfatiza a justificação pela fé somente (sola fide), opondo-se à escolástica medieval que buscava conciliar razão e revelação.
Exemplo: Martinho Lutero, ao afirmar que a razão é "a prostituta do diabo", posiciona-se como fideísta ao subordinar todo conhecimento humano à autoridade das Escrituras.
Sentido Sociológico
O fideísta, em comunidades religiosas tradicionais, é aquele que prioriza a adesão dogmática e a experiência subjetiva da crença, em detrimento do diálogo inter-religioso ou da adaptação a novas descobertas científicas.
Exemplo: um membro de uma igreja fundamentalista que rejeita a teoria da evolução por considerá-la incompatível com a narrativa bíblica da criação.
Sentido Psicológico
O fideísta pode apresentar uma postura cognitiva de fechamento, na qual a crença funciona como mecanismo de redução da ansiedade existencial, dispensando a necessidade de justificação racional.
Exemplo: um paciente em terapia que afirma "acredito porque é absurdo" (credo quia absurdum), atribuído a Tertuliano, como forma de ancorar sua identidade em uma certeza inquestionável.
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