Significado de fisicalismo

Explore os principais sentidos da palavra 'fisicalismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Doutrina filosófica que afirma que tudo o que existe é físico ou depende fundamentalmente do físico.
  • s.m.Posição metafísica que nega a existência de entidades ou propriedades não-físicas (como mentes ou almas imateriais).
  • s.m.Na filosofia da mente, teoria de que todos os estados mentais são, ou são redutíveis a, estados físicos do cérebro.
  • s.m.Postura metodológica nas ciências que busca explicações exclusivamente em termos de leis e entidades físicas.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico

Refere-se ao desenvolvimento do pensamento materialista na filosofia ocidental, desde os atomistas gregos até sua formulação contemporânea no século XX como resposta ao dualismo cartesiano e ao vitalismo.

Exemplo: O trabalho do filósofo australiano David Chalmers, que define e problematiza o fisicalismo ao discutir o "problema difícil da consciência".

Sentido Metodológico

Descreve a prática científica dominante que assume a clausura causal do mundo físico, buscando explicar todos os fenômenos observáveis (incluindo os biológicos e psicológicos) através de mecanismos físicos.

Exemplo: A neurociência cognitiva, ao investigar correlatos neurais para emoções ou tomadas de decisão, opera sob um pressuposto fisicalista.

Sentido Crítico

Usado no debate filosófico para designar uma posição alvo de objeções específicas, como a dificuldade em explicar a natureza qualitativa da experiência consciente (qualia) ou o significado e a verdade de proposições matemáticas.

Exemplo: O argumento do conhecimento de Frank Jackson, que postula Mary, uma cientista que conhece todos os fatos físicos sobre a visão de cores mas nunca as experimentou.

Sentido Cultural

Refere-se a uma tendência ou atmosfera intelectual em certos contextos que privilegia explicações materiais, tecnológicas ou biológicas, em detrimento de explicações espirituais, teleológicas ou metafísicas.

Exemplo: A popularização de livros de divulgação científica que explicam o amor, a moral ou a criatividade principalmente em termos de evolução e neuroquímica.

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