Significado de ginecocrático

Explore os principais sentidos da palavra 'ginecocrático', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.Relativo a um sistema social ou político em que o poder é detido ou dominado por mulheres.
  • adj.Pertencente ou referente a uma sociedade governada por mulheres.
  • adj.Que exibe ou promove a supremacia feminina na estrutura de poder.
  • s.m.Defensor ou teórico de um sistema ginecocrático.

Etimologia:

A palavra "ginecocrático" deriva do grego antigo "gynē" (γυνή), que significa "mulher", e "kratos" (κράτος), que significa "poder" ou "domínio", referindo-se ao domínio ou poder das mulheres.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Antropológico

Refere-se a sociedades matrilineares ou matrifocais onde a autoridade política, a herança e a residência são organizadas em torno das mulheres.

Exemplo: os Minangkabau, na Indonésia, onde a terra e os bens são passados de mãe para filha, embora o poder político formal possa ser exercido por homens.

Sentido Político-Teórico

Designa uma proposta utópica ou distópica de organização política na qual as instituições de governo são controladas exclusivamente por mulheres, frequentemente como reação a um patriarcado opressor.

Exemplo: o romance "The Gate to Women's Country" de Sheri S. Tepper, que descreve uma sociedade pós-apocalíptica segregada e governada por mulheres.

Sentido Histórico-Mitológico

Aplica-se a narrativas sobre civilizações ou eras antigas supostamente dominadas por mulheres, como as Amazonas da mitologia grega. Essas representações, muitas vezes, refletem mais os medos ou projeções das sociedades patriarcais que as registram do que uma realidade histórica verificável.

Sentido Sociológico Crítico

Usado para analisar estruturas de poder em microcosmos sociais ou organizações específicas onde há uma concentração atípica de autoridade feminina, permitindo estudar a dinâmica de gênero invertida.

Exemplo: a análise de algumas ordens religiosas ou conventos medievais, que funcionavam como enclaves autônomos sob administração feminina.

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