Significado de gleospório
Explore os principais sentidos da palavra 'gleospório', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Esporo fúngico de parede espessa e forma globosa, característico de certos fungos ascomicetos e deuteromicetos.
- s.m.Estrutura de resistência produzida por fungos do gênero *Gloeosporium*, associada a doenças de plantas como antracnose.
- s.m.Célula reprodutiva assexuada, hialina ou levemente pigmentada, encontrada em acérvulos ou picnídios.
Etimologia:
De origem incerta, possivelmente derivada do grego antigo, combinando elementos relacionados a "gléo" (secreção) e "spório" (espora ou esporo), referindo-se a um tipo de fungo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Fitopatológico
Designa o estágio infeccioso primário de fungos causadores de manchas foliares e podridões em frutos. O gleospório é a unidade que, ao germinar, penetra os tecidos vegetais, desencadeando sintomas como lesões necróticas.
Exemplo: em pomares de manga, a presença de gleospórios de Colletotrichum gloeosporioides leva à antracnose, comprometendo a produção.
Sentido Taxonômico
Refere-se a um caráter morfológico diagnóstico para classificação de fungos imperfeitos, especialmente no gênero Gloeosporium. A forma e a coloração do gleospório auxiliam na distinção entre espécies patogênicas e saprófitas.
Exemplo: a chave dicotômica de Sutton (1980) utiliza o formato do gleospório para separar G. cingulatum de G. fructigenum.
Sentido Ecológico
Indica a estratégia de sobrevivência do fungo em condições adversas, como seca ou baixas temperaturas. O gleospório, por sua parede espessa, permanece viável no solo ou em restos culturais por meses, servindo como inóculo para safras futuras.
Exemplo: em rotação de culturas, a eliminação de restos de feijoeiro reduz a carga de gleospórios de Colletotrichum lindemuthianum.
Sentido Epidemiológico
Representa a unidade de dispersão que determina a taxa de progresso de epidemias fúngicas em cultivos. A quantidade de gleospórios liberados por lesão e sua capacidade de germinação em diferentes umidades relativas modelam a severidade da doença.
Exemplo: modelos de previsão de antracnose em citros utilizam a densidade de gleospórios capturados em armadilhas para recomendar pulverizações.
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