Significado de glutoneria
Explore os principais sentidos da palavra 'glutoneria', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Excesso no comer e no beber; voracidade desmedida.
- s.f.(Religião) Um dos sete pecados capitais, caracterizado pela busca desordenada do prazer da comida e da bebida.
- s.f.Ação ou hábito de consumir algo em quantidade excessiva e insaciável.
- s.f.(Figurado) Desejo ou avidez exagerada por algo (uso menos comum).
Etimologia:
Glutoneria vem do latim "gluttōnĭa", que significa "gula" ou "excesso no comer", derivado de "gluttire", que quer dizer "engolir".
Sinônimos (sentido comum):
gula, voracidade, avidez, apetite desmedido, comilança, devoração, intemperança, excesso, incontinência alimentar, voracidade insaciável
Antônimos (sentido comum):
moderação, temperança, abstinência, sobriedade, parcimônia, contenção, frugalidade, austeridade, disciplina, autocontrole
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico-Moral
Na doutrina cristã, a gula é um pecado capital que desordena o apetite natural, colocando o prazer sensível acima do bem espiritual e do autocontrole. Ela é vista como uma porta de entrada para outros vícios e uma forma de idolatria do corpo.
Exemplo: Na "Divina Comédia" de Dante, os gulosos são punidos no terceiro círculo do Inferno, submersos em lama sob uma chuva eterna.
Sentido Psicológico-Comportamental
Refere-se a um padrão de consumo compulsivo de alimentos, muitas vezes ligado a desregulação emocional, onde a comida é usada como mecanismo para lidar com sentimentos como ansiedade, vazio ou estresse. Distingue-se do simples excesso ocasional por seu caráter repetitivo e disfuncional.
Exemplo: Episódios de compulsão alimentar no Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA), onde a pessoa consome grandes quantidades de forma descontrolada, mesmo sem fome física.
Sentido Crítico-Social
Pode simbolizar o consumo conspícuo e o desperdício em sociedades de abundância, servindo como crítica ao excesso material e à desigualdade. Contrasta a opulência de uns com a privação de outros, questionando os valores de uma cultura orientada para o consumo imoderado.
Exemplo: As críticas aos banquetes romanos decadentes descritos por escritores como Sêneca, ou a representação de festins em filmes que satirizam a elite, como "A Festa de Babette".
Sentido Econômico-Metafórico
Usada analogicamente para descrever a avidez insaciável de sistemas ou agentes econômicos por recursos, crescimento ou lucro, sem consideração por limites éticos ou sustentáveis. Caracteriza uma dinâmica de acumulação predatória e consumo desenfreado.
Exemplo: A acusação de "gula corporativa" dirigida a empresas que, visando apenas o lucro, exploram recursos naturais ou trabalhadores de forma irresponsável.
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