Significado de golpelheira
Explore os principais sentidos da palavra 'golpelheira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f. 1.Recipiente de barro ou louça, geralmente alto e com asa, usado para transportar e servir água ou vinho.
- s.f. 2.Mulher que vende ou transporta água em cântaros, especialmente em contextos rurais ou antigos.
- s.f. 3.(Regionalismo, Norte de Portugal) Mulher que transporta e vende peixe fresco, porta-o à cabeça em cestos.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "golpelheira" possivelmente deriva de "golpe" com o sufixo "-eira", indicando instrumento relacionado a golpes.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Social
Refere-se a uma figura laboral feminina tradicional em Portugal, representando um ofício específico na economia de subsistência e comércio local pré-industrial.
Exemplo: Nas descrições do século XIX, a golpelheira era uma presença comum nos mercados e ruas de cidades como Porto ou Braga, carregando o cântaro à cabeça.
Sentido Cultural-Folclórico
Designa um elemento da cultura material e das tradições regionais portuguesas, frequentemente associado a festividades, romarias ou representações etnográficas.
Exemplo: Em grupos folclóricos do Minho, a figura da golpelheira, com seu traje típico e cântaro, é recriada em danças e desfiles.
Sentido Linguístico-Dialetal
Ilustra a variação lexical e semântica dentro da língua portuguesa, onde um termo assume significados específicos consoante a região geográfica.
Exemplo: Enquanto no interior norte "golpelheira" pode referir-se à vendedeira de peixe, noutras zonas designa apenas a vendedeira de água ou o próprio vaso.
Sentido Patrimonial
Representa um objeto de interesse etnográfico e museológico, enquanto peça de artesanato utilitário que documenta técnicas de olaria, hábitos de transporte de líquidos e modos de vida passados.
Exemplo: Cântaros classificados como "golpelheiras" integram acervos de museus de arte popular e de vida rural, como o Museu Nacional de Etnologia em Lisboa.
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