Significado de hebetismos
Explore os principais sentidos da palavra 'hebetismos', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Estado de embotamento mental; lentidão ou falta de agilidade intelectual.
- s.m.(Med./Psiquiatria) Sintoma de diminuição da capacidade de reação e da vivacidade mental.
- s.m.(Por extensão) Apatia, indiferença ou falta de interesse.
- s.m.Ação ou efeito de tornar(-se) hebetado, obtuso.
Etimologia:
Hebetismos deriva do latim "hebetĭtas, -ātis", que significa embotamento ou torpor, originado do adjetivo "hebes, hebetis", que quer dizer obtuso, embotado.
Sinônimos (sentido comum):
letargia, torpor, apatia, indolência, lentidão, sonolência, embotamento, insensibilidade, preguiça, morosidade
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico-Clínico
Refere-se a um sintoma observado em certas condições psiquiátricas ou neurológicas, caracterizado por um rebaixamento do nível de consciência e um empobrecimento das respostas emocionais e cognitivas.
Exemplo: O hebetismo pode ser um sinal clínico em casos de demência avançada ou como efeito colateral de alguns medicamentos psicotrópicos.
Sentido Sociológico
Descreve um estado coletivo de apatia e passividade social, onde um grupo ou população mostra-se desmobilizado e pouco reativo a estímulos políticos ou culturais.
Exemplo: Analistas políticos atribuíram o hebetismo da sociedade ao controle da mídia estatal e à repressão sistemática a qualquer forma de dissidência.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição de um indivíduo que, diante da absurdidade ou da repetição mecânica da vida, experimenta um entorpecimento da sensibilidade e da capacidade de reflexão.
Exemplo: No romance "A Náusea", de Jean-Paul Sartre, o personagem Antoine Roquentin vive momentos de hebetismo perante a opacidade e a contingência do mundo.
Sentido Literário-Crítico
Utilizado para analisar personagens ou atmosferas narrativas marcadas por uma letargia profunda, onde a inação e a falta de propósito são elementos centrais da construção dramática.
Exemplo: A peça "À Espera de Godot", de Samuel Beckett, retrata o hebetismo de Vladimir e Estragon, presos em um ciclo de espera vazia e conversas inconsequentes.
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