Significado de jactanciosidade
Explore os principais sentidos da palavra 'jactanciosidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Qualidade ou estado de quem é jactancioso.
- s.f.Ação ou hábito de se vangloriar, de se gabar.
- s.f.Ostentação presunçosa de qualidades ou feitos.
- s.f.Linguagem ou discurso caracterizado pela autoelogio excessivo.
- s.f.Comportamento que demonstra arrogância e soberba.
Etimologia:
A palavra "jactanciosidade" deriva do latim "jactantia", que significa vaidade ou presunção, formada a partir do verbo "jactare", que quer dizer lançar, vangloriar-se, com o sufixo "-osidade", que indica qualidade ou estado.
Sinônimos (sentido comum):
vaidade, presunção, arrogância, soberba, orgulho, altivez, petulância, exibicionismo, ostentação, vanglória
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um traço de personalidade ou mecanismo de defesa no qual o indivíduo compensa inseguranças ou sentimentos de inferioridade através de uma autopromoção exagerada e constante. Um exemplo clássico é o personagem Capitão Matamoros, de "Dom Quixote", cujas histórias fantasiosas de bravura mascaravam uma realidade medíocre.
Sentido Social
Descreve uma performance social onde a ostentação verbal ou material visa elevar o status perante um grupo, frequentemente em contextos de competição ou hierarquização. É observável em ambientes como certos círculos empresariais, onde a jactanciosidade sobre lucros e conquistas funciona como uma moeda de validação e influência.
Sentido Retórico-Literário
Corresponde a uma figura de linguagem ou estilo discursivo marcado pela autoexaltação deliberada, usada como recurso para caracterizar uma personagem ou criar um tom específico. Na literatura, o solilóquio de Satanás no "Paraíso Perdido", de John Milton, é carregado de jactanciosidade, definindo sua rebeldia e orgulho trágico.
Sentido Crítico-Moral
Enquadra-se como um vício de caráter na tradição ética, associado à vaidade extrema e à falta de humildade, sendo condenado em diversos sistemas filosóficos e religiosos. Na "Ética a Nicômaco", Aristóteles condena a jactância (alazoneia) como o oposto da virtude da veracidade, por representar uma afirmação falsa sobre si mesmo.
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