Significado de lambitão
Explore os principais sentidos da palavra 'lambitão', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo que vive à custa de outrem, sem trabalhar; parasita social.
- s.m.Homem que corteja ou vive às custas de uma mulher, explorando-a financeiramente; gigolô.
- s.m.(Regionalismo, Brasil) Homem que se veste e age com ostentação, buscando chamar a atenção; exibicionista, galanteador.
- s.m.(Arcaico) Ladrão, gatuno.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sinônimos (sentido comum):
puxa-saco, bajulador, bajulante, adulador, puxa-puxa, lisonjeiro, bajuloso, bajulão, lambisgoia, bajulento
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Sociológico
Refere-se a um tipo social marginal que subsiste através da exploração de relações pessoais, frequentemente amorosas, evidenciando dinâmicas de dependência e parasitismo social.
Exemplo: Na obra "O Cortiço" de Aluísio Azevedo, personagens como Jerônimo podem, em certos momentos, apresentar comportamentos associáveis ao lambitão ao se aproveitarem de outros.
Sentido Histórico-Regional
Designa uma figura característica de certos contextos urbanos brasileiros, sobretudo do Rio de Janeiro dos séculos XIX e início do XX, associada à malandragem, à vida boêmia e a uma estética afetada.
Exemplo: O personagem Malandro, na cultura do samba e no teatro de revista, muitas vezes incorporava traços do lambitão em sua postura e atitude.
Sentido Jurídico-Moral
Enquadra-se como uma conduta socialmente reprovável e potencialmente delituosa, quando configura exploração econômica de alguém em situação de vulnerabilidade afetiva, aproximando-se do estelionato ou de outras formas de abuso.
Exemplo: Casos judiciais que envolvem acusações de um parceiro que, sob falsas promessas, usufrui de bens e recursos financeiros do outro.
Sentido Cultural e Performativo
Representa uma persona ou performance de masculinidade baseada na sedução ostensiva, no culto à aparência e na habilidade de manipular impressões para obter vantagens, funcionando como um arquétipo na narrativa popular.
Exemplo: A representação do "pegador" ou "conquistador" em canções de brega e em algumas comédias cinematográficas brasileiras antigas.
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