Significado de latirrostres

Explore os principais sentidos da palavra 'latirrostres', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.pl.(Zoologia) Ordem de aves aquáticas de bico largo e chato, com margens serrilhadas, adaptadas para capturar e segurar peixes. Ex.: pelicanos, corvos-marinhos.
  • s.m.pl.(Ornitologia) Grupo taxonômico obsoleto que reunia aves com bico em forma de espátula ou peneira. Ex.: flamingos, patos.
  • s.m.pl.(Classificação antiga) Categoria sistemática usada no século XIX para aves com bico largo na base.

Etimologia:

de origem desconhecida

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Histórico-Científico

Refere-se a uma classificação zoológica em desuso, criada pelo naturalista francês Georges Cuvier no início do século XIX. Este agrupamento, baseado principalmente na morfologia do bico, foi posteriormente superado por classificações que consideram parentesco evolutivo.

Exemplo: a obra "Le Règne Animal" de Cuvier, onde os latirrostres são apresentados como uma ordem distinta.

Sentido Metonímico

Utiliza o nome do grupo taxonômico para se referir de forma coletiva e evocativa às próprias aves que o compunham, especialmente em contextos descritivos ou literários. A palavra evoca a imagem de aves aquáticas de bicos peculiares em seu habitat.

Exemplo: "Os latirrostres povoavam os areais do estuário" em um texto de prosa naturalista.

Sentido Epistemológico

Ilustra a natureza provisória e histórica da classificação científica, servindo como caso de estudo de como os sistemas taxonômicos evoluem. Mostra como características morfológicas superficiais (forma do bico) podem levar a agrupamentos artificiais, posteriormente revistos com o avanço da biologia.

Exemplo: seu abandono em favor da ordem Pelecaniformes em classificações modernas.

Sentido Didático

Funciona como um termo exemplar no ensino da história da biologia e da taxonomia, para contrastar classificações fenéticas (baseadas em aparência) com classificações filogenéticas (baseadas em ancestralidade comum). É usado para demonstrar como o conhecimento científico se reformula.

Exemplo: sua menção em livros didáticos de evolução ou sistemática.

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