Significado de lisonjeador
Explore os principais sentidos da palavra 'lisonjeador', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que elogia ou adula de forma excessiva e interesseira.
- adj.Que causa ou expressa lisonja, bajulação.
- s.m.Indivíduo que habitualmente pratica a lisonja, adulador.
- adj.Que agrada ou encanta os sentidos ou a vaidade.
- s.m.Aquele que, por meio de elogios, busca obter favores.
Etimologia:
Lisonjeador deriva do verbo "lisonjear", que vem do francês antigo "lisonier", relacionado a "lisonja", termo originado do latim vulgar *lisonia, significando elogio ou adulação.
Sinônimos (sentido comum):
elogioso, bajulador, adulador, cortejador, bajulento, halagador, afável, amável, agradável, encantador
Antônimos (sentido comum):
crítico, censurador, desaprovador, severo, ríspido, mordaz, mordente, ofensivo, hostil, desdenhoso
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a uma estratégia de influência social baseada no reforço positivo, frequentemente utilizada para manipular a percepção e a autoestima do interlocutor a fim de obter vantagens.
Exemplo: Um funcionário que constantemente elogia as decisões do chefe, não por genuína admiração, mas para assegurar promoções.
Sentido Social e Cortês
Descreve um comportamento ritualizado nas interações de corte ou em contextos hierárquicos formais, onde a linguagem elogiosa funciona como uma moeda de troca para manter posição social e demonstrar deferência.
Exemplo: Os cortesãos no Antigo Regime francês, cuja sobrevivência na corte dependia de sua habilidade em lisonjear o monarca e os nobres.
Sentido Literário e Retórico
Designa uma figura de linguagem ou um recurso estilístico que emprega o elogio hiperbólico, podendo servir tanto para caracterizar personagens quanto como um dispositivo irônico ou crítico dentro da narrativa.
Exemplo: Em "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, a sátira à sociedade frequentemente expõe a lisonja como um vício hipócrita.
Sentido Ético-Filosófico
Aborda a lisonja como um vício moral, oposto à virtude da honestidade, por corromper as relações humanas ao substituir a verdade por interesse, impedindo o autoconhecimento e o crescimento virtuoso de quem é lisonjeado.
Exemplo: A crítica de filósofos estoicos, como Sêneca, à adulação como um perigo para a integridade do sábio.
Explorar também:
Compartilhar: