Significado de literomania

Explore os principais sentidos da palavra 'literomania', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • sf.Obsessão patológica por livros, caracterizada pelo acúmulo compulsivo e dificuldade de descartar exemplares.
  • sf.Tendência a ler de forma excessiva e desordenada, priorizando a quantidade sobre a compreensão.
  • sf.Comportamento de colecionador que atribui valor fetichista ao livro como objeto, independentemente do conteúdo.

Etimologia:

Literomania é formada pelo elemento latino "liter-" relativo a letra ou literatura, e pelo sufixo grego "-mania", que indica obsessão ou paixão excessiva; assim, o termo significa paixão ou obsessão por livros ou leitura.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Psicológico

Refere-se a um padrão comportamental no qual a leitura e a posse de livros funcionam como mecanismo de fuga ou compensação emocional, podendo levar ao isolamento social.

Exemplo: um paciente que passa horas reorganizando sua biblioteca pessoal, mas não consegue iniciar um diálogo sobre os livros que leu.

Sentido Econômico

Designa o consumo desproporcional de livros como bens de mercado, gerando gastos excessivos e estoques que superam a capacidade de leitura.

Exemplo: um consumidor que compra dezenas de lançamentos por mês, mas nunca abre a maioria dos volumes, contribuindo para o ciclo de obsolescência editorial.

Sentido Artístico

Manifesta-se na criação de obras que tematizam o próprio ato de colecionar ou devorar livros, explorando a fronteira entre erudição e vício.

Exemplo: o personagem Alonso Quijano, em Dom Quixote, cuja biblioteca é queimada por parentes que consideram sua paixão por romances de cavalaria uma forma de loucura.

Sentido Histórico

Corresponde a um fenômeno documentado em períodos de escassez de informação, quando a posse de livros era sinal de status e poder, levando a acumulações desmedidas em bibliotecas privadas.

Exemplo: o bibliófilo renascentista Jean Grolier, que encomendava encadernações luxuosas para sua coleção, mas raramente emprestava os volumes.

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