Significado de ludibrio
Explore os principais sentidos da palavra 'ludibrio', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Ato ou efeito de ludibriar; logro, fraude.
- s.m.Objeto de escárnio ou zombaria; motivo de riso.
- s.m.(Direito) Dolo, má-fé em ato jurídico.
- s.m.Engano grosseiro, burla.
- s.m.Situação de quem é vítima de desprezo ou mofa.
Etimologia:
Ludíbrio vem do latim ludibrium, que significa escárnio, zombaria, derivado de ludere, que quer dizer brincar ou zombar.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Jurídico
No âmbito do Direito, 'ludíbrio' refere-se especificamente ao dolo, à intenção fraudulenta de enganar outra parte em um negócio jurídico, invalidando o consentimento. É um vício de vontade que pode anular contratos. Por exemplo, na venda de um imóvel onde se omite propositalmente uma grave infiltração, configura-se ludíbrio.
Sentido Social e Relacional
Descreve uma dinâmica interpessoal onde uma pessoa ou grupo é sistematicamente alvo de desprezo, zombaria ou manipulação, sendo reduzido a objeto de diversão alheia. É comum em contextos de bullying ou em relações de poder abusivas. Um exemplo é a personagem Bentinho, que se sente ludibriado por Capitu nas dúvidas sobre sua fidelidade, em "Dom Casmurro" de Machado de Assis.
Sentido Político
Refere-se à manipulação da opinião pública ou do eleitorado por meio de promessas falsas, informações distorcidas ou encenações calculadas, onde o povo é tratado com desprezo e visto como facilmente enganável. Um caso histórico é a propaganda enganosa em regimes totalitários, que ludibriavam as massas com narrativas de um futuro glorioso para consolidar poder.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição humana de ser potencialmente ludibriado pelos sentidos, pelas aparências ou por ideias ilusórias, impedindo o acesso à verdade ou à essência das coisas. Remete a conceitos como a "caverna" de Platão, onde os prisioneiros são ludibriados pelas sombras, tomando a aparência pela realidade.
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