Significado de luxúria
Explore os principais sentidos da palavra 'luxúria', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Desejo sexual excessivo e descontrolado.
- s.f.Apetite carnal considerado pecaminoso por doutrinas religiosas.
- s.f.Excesso em gozos sensuais; libertinagem.
- s.f.Um dos sete pecados capitais na teologia cristã.
- s.f.Cobiça intensa por prazeres materiais ou sensoriais.
Etimologia:
Luxúria vem do latim luxuria, que significa excesso, abundância, prazer desregrado, derivado de luxus, que quer dizer luxo, extravagância.
Sinônimos (sentido comum):
volúpia, lascívia, sensualidade, desejo, concupiscência, erotismo, avidez, apetite, ânsia, gula
Antônimos (sentido comum):
castidade, moderação, sobriedade, pureza, abstinência, temperança, simplicidade, continência, recato, austeridade
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Teológico-Moral
Na doutrina cristã, a luxúria é um pecado capital que desvia o desejo sexual do seu fim procriativo e o transforma em busca de prazer pelo prazer, degradando a alma. Santo Agostinho, em suas "Confissões", descreve a luta contra a luxúria como central para a conversão espiritual.
Sentido Psicossocial
Refere-se ao impulso sexual desregrado que, segundo algumas correntes psicológicas ou críticas sociais, pode levar à auto-destruição ou à exploração de outros. No romance "Lolita", de Nabokov, a luxúria do personagem Humbert Humbert pela jovem Dolores Haze ilustra essa dimensão patológica e predatória.
Sentido Econômico
Pode designar o consumo ostensivo de bens e experiências sensoriais, onde o desejo não é apenas sexual, mas também material, alimentando um ciclo de aquisição e satisfação efêmera. A indústria do luxo e do entretenimento adulto capitaliza essa noção de luxúria como commodity.
Sentido Filosófico
Na filosofia estoica, a luxúria é vista como uma paixão irracional que escraviza o indivíduo aos apetites do corpo, impedindo a vida virtuosa e a liberdade interior. Sêneca alertava que a submissão aos prazeres sensoriais enfraquece a razão e a autonomia do sábio.
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