Significado de magdaleniano
Explore os principais sentidos da palavra 'magdaleniano', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Período da pré-história europeia correspondente ao Paleolítico Superior, caracterizado pela indústria lítica e óssea associada aos Cro-Magnon.
- s.m.Conjunto de artefatos e manifestações culturais típicos dessa fase, incluindo pinturas rupestres e esculturas.
- s.m.Designação relativa à cultura material de sítios arqueológicos do sudoeste da França e norte da Espanha.
- s.m.Estilo de arte parietal e móvel produzido entre aproximadamente 17.000 e 12.000 anos atrás.
- s.m.Termo derivado do sítio de La Madeleine, usado para classificar cronologicamente o fim do Paleolítico Superior.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Arqueológico
Refere-se à sequência estratigráfica e tipológica que define a transição entre as indústrias solutreana e aziliense. Na prática, designa um horizonte técnico específico, com predomínio de lâminas, buris e arpões de osso.
Exemplo: a escavação de La Madeleine (Dordonha) forneceu o padrão de referência para identificar essa fase.
Sentido Artístico
Aplica-se ao repertório visual de figuras animais e signos abstratos realizados em cavernas e objetos portáteis, com uso de contornos gravados e pigmentos minerais. Enfatiza a convenção estilística de representação naturalista e a exploração de relevos naturais.
Exemplo: as pinturas de Altamira e Lascaux são frequentemente atribuídas a esse período.
Sentido Cronológico
Funciona como marcador temporal relativo em cronologias regionais, permitindo correlacionar sítios distintos por similaridade de artefatos. Auxilia na datação de camadas sedimentares e na reconstrução de paleoclimas, especialmente no final do Último Máximo Glacial.
Exemplo: a presença de pontas de lança com bisel duplo indica uma ocupação magdaleniana em sítios do País Basco.
Sentido Etnográfico
Descreve hipóteses sobre organização social e subsistência de grupos caçadores-coletores, como acampamentos sazonais e especialização na caça de renas e cavalos. Inclui inferências sobre divisão de trabalho e rituais de enterramento, a partir de vestígios de habitação e adornos.
Exemplo: os restos de fogueiras e ossos em Pincevent sugerem ocupações repetidas de curta duração.
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