Significado de malcheirosos
Explore os principais sentidos da palavra 'malcheirosos', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que exala mau cheiro; fétido, fedorento.
- adj.Que causa repulsa ou desagrado pelo odor.
- adj.(Fig.) Que é moralmente repugnante ou desprezível.
- adj.(Bras., informal) De qualidade muito ruim; péssimo.
- s.m.(plural) Indivíduos considerados desprezíveis ou de má índole.
Etimologia:
A palavra "malcheirosos" é formada pelo prefixo "mal-", de origem latina, indicando algo negativo ou ruim, e pelo adjetivo "cheiroso", derivado de "cheiro", que vem do latim "odor" através do português antigo, referindo-se a odores; assim, "malcheirosos" designa algo ou alguém que exala mau cheiro.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Social
Refere-se a um estigma ou atributo usado para marginalizar grupos ou indivíduos, associando sua condição a uma falta de higiene que simboliza inferioridade social ou moral. Historicamente, foi um mecanismo de distinção de classe.
Exemplo: No século XIX, os pobres das cidades industriais eram frequentemente descritos como "malcheirosos" pela elite, justificando sua segregação espacial.
Sentido Ecológico
Descreve um ambiente ou processo natural degradado, onde odores desagradáveis sinalizam desequilíbrio, poluição ou decomposição anaeróbica. É um indicador sensorial de impacto ambiental.
Exemplo: O odor de um rio com esgoto não tratado é um sinal claro de poluição hídrica e comprometimento do ecossistema.
Sentido Político-Metafórico
Usado para qualificar escândalos, esquemas de corrupção ou ações governamentais consideradas eticamente repulsivas e "podres", cuja revelação causa indignação pública.
Exemplo: Na imprensa, expressões como "o caso tem um cheiro ruim" ou "negócio malcheiroso" descrevem suspeitas de corrupção ainda não totalmente comprovadas.
Sentido Estético-Literário
Empregado como recurso descritivo no realismo e naturalismo para criar verossimilhança e imersão sensorial, muitas vezes vinculado a ambientes de pobreza, vício ou decadência moral.
Exemplo: Em obras de Aluísio Azevedo ou Émile Zola, a descrição de odores fétidos em cortiços ou tavernas reforça a atmosfera de miséria e abandono.
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