Significado de maleante
Explore os principais sentidos da palavra 'maleante', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Pessoa que pratica crimes ou delitos de forma habitual; delinquente.
- s.m.Indivíduo que vive à margem da lei, dedicado a furtos ou golpes.
- s.m.Pessoa que age com malícia ou intenção de prejudicar outrem.
- s.m.(Regionalismo) Vadio; pessoa que evita o trabalho regular.
- s.m.(Uso informal) Sujeito de caráter duvidoso, não confiável.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Cotidiano
No uso diário, refere-se a alguém que comete pequenos delitos ou vive de expedientes ilícitos, sem necessariamente pertencer a uma organização criminosa. O termo carrega um julgamento moral implícito de reprovação social.
Exemplo: “Na vizinhança, todos sabiam que o Joaquim era um maleante, mas ninguém provava nada contra ele.”
Sentido Histórico
Na Espanha e América colonial, designava o vagabundo ou o criminoso de baixa escala que circulava entre cidades, associado a pragas urbanas e à criminalidade pré-industrial. Era frequentemente alvo de leis de vadiagem e punições públicas.
Exemplo: “Os autos do século XVIII em Sevilha registram a prisão de um maleante por roubo de galinhas no mercado.”
Sentido Psicológico
Descreve um traço de personalidade marcado pela propensão deliberada a transgredir normas, não por necessidade, mas por prazer no engano ou na subversão. Distingue-se do criminoso comum pela motivação interna de desafio.
Exemplo: “O personagem de Dostoievski em O Idiota, Rogójin, age como um maleante ao manipular as relações ao seu redor por puro capricho.”
Sentido Econômico
No âmbito informal, refere-se ao agente que opera fora da legalidade em transações financeiras, como contrabando, venda de produtos falsificados ou pequenas fraudes comerciais. Sua atividade gera um mercado paralelo que escapa à tributação.
Exemplo: “O maleante da feira vendia relógios de marca falsificada, movimentando uma renda invisível para o Estado.”
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