Significado de manhosidade
Explore os principais sentidos da palavra 'manhosidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Qualidade ou caráter de quem é manhoso.
- s.f.Ação ou atitude que demonstra astúcia dissimulada, esperteza para obter vantagem.
- s.f.Comportamento que envolve fingimento, sutileza enganosa ou malícia sutil.
- s.f.Habilidade para enganar ou ludibriar com discrição e paciência.
- s.f.Tendência a usar de artimanhas e subterfúgios para alcançar um objetivo.
Etimologia:
Manhosidade deriva do adjetivo "manhoso", que por sua vez vem do latim vulgar manus (mão) com o sufixo "-oso", indicando alguém habilidoso ou astuto nas mãos, evoluindo para o sentido de alguém que age com astúcia ou malícia.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um traço de personalidade caracterizado pela tendência a manipular situações e pessoas de forma indireta e dissimulada, muitas vezes mascarada por uma aparência de inocência ou ingenuidade.
Exemplo: Na análise de um personagem como Iago, de "Otelo", sua manhosidade é um motor psicológico central da trama, onde ele orquestra a desgraça alheia através de insinuações e falsa lealdade.
Sentido Social
Descreve uma estratégia de interação em grupos ou hierarquias onde o indivíduo evita o confronto direto, preferindo táticas oblíquas de influência, fofoca ou criação de alianças secretas para ascender ou minar outros.
Exemplo: Em ambientes corporativos, a manhosidade pode se manifestar no hábito de um funcionário de sempre concordar com o chefe em público, mas depois trabalhar nos bastidores para desacreditar um colega rival.
Sentido Literário e Dramático
Constitui um recurso narrativo para a construção de personagens complexos e ambíguos, cujas ações não são francamente malignas, mas calculadas e dissimuladas, gerando tensão e ironia dramática.
Exemplo: A personagem Brás Cubas, do romance de Machado de Assis, frequentemente exibe uma manhosidade narrativa, justificando suas ações mesquinhas com um discurso filosófico e cínico.
Sentido Ético-Filosófico
Pode ser analisada como uma forma de má-fé ou máxima da razão prática distorcida, onde o sujeito utiliza a inteligência não para a busca do bem ou da verdade, mas para a consecução de interesses particulares através do engano socialmente aceitável.
Exemplo: Na filosofia, pode-se discutir como a manhosidade se relaciona com o conceito de "astúcia da razão" hegeliana, porém aplicada a um âmbito individual e moralmente questionável.
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