Significado de maquiavélicos
Explore os principais sentidos da palavra 'maquiavélicos', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Relativo a Maquiavel ou à sua doutrina política.
- adj.Que age com astúcia, dissimulação e falta de escrúpulos para alcançar seus objetivos.
- adj.Caracterizado pela manipulação cínica e pela razão de estado.
- s.m. pl.Indivíduos que agem de forma maquiavélica.
Etimologia:
A palavra "maquiavélicos" deriva do nome próprio italiano Niccolò Machiavelli, cuja obra "O Príncipe" influenciou a associação do termo a estratégias políticas astutas e, muitas vezes, inescrupulosas. O adjetivo foi formado a partir do nome, com o sufixo "-icos", usado para indicar relação ou pertencimento.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Político
Refere-se à doutrina ou prática que prioriza a eficácia do poder e a razão de Estado sobre considerações éticas tradicionais, onde o fim justifica os meios.
Exemplo: A leitura de "O Príncipe" de Maquiavel como um manual para a conquista e manutenção do poder através de estratégias realistas e, por vezes, impiedosas.
Sentido Psicológico
Descreve um traço de personalidade ou padrão de comportamento caracterizado pela manipulação interpessoal, frieza emocional e exploração calculista dos outros para benefício próprio.
Exemplo: Um personagem como Iago, de "Otelo", de Shakespeare, que tece uma rede de mentiras e intrigas movido por ambição e rancor.
Sentido Sociológico
Refere-se a dinâmicas sociais ou institucionais onde a manipulação, a desconfiança e a competição sem regras morais são normalizadas como estratégias de ascensão ou sobrevivência.
Exemplo: A descrição de certos ambientes corporativos ou burocráticos como "maquiavélicos", onde a traição e a astúcia são vistas como necessárias para o sucesso.
Sentido Filosófico-Ético
Representa uma posição que questiona a relação entre moralidade e ação prática, defendendo uma ética consequencialista radical onde o valor de uma ação reside exclusivamente em seus resultados, independentemente dos meios empregados.
Exemplo: A interpretação do conselho maquiavélico de que "um príncipe deve saber entrar no mal, se necessário" como um desafio à moralidade virtuosa clássica.
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