Significado de marchetada

Explore os principais sentidos da palavra 'marchetada', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.e s.f. Diz-se de ou a pedra preciosa engastada em metal, formando desenho ou ornamento.
  • adj.e s.f. Diz-se de ou a obra de marchetaria, técnica de embutir peças de madeira, madrepérola ou outros materiais em superfície para criar mosaico decorativo.
  • adj. fig.Que apresenta variedade de cores, elementos ou detalhes, como se fosse incrustado.
  • adj.Que recebeu acabamento com incrustações ou embutidos.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Artesanal

Refere-se ao processo técnico de produção de marchetaria, que envolve corte preciso, encaixe e polimento de lâminas de materiais distintos. O termo descreve o resultado de um trabalho manual especializado, comum em móveis de luxo e instrumentos musicais.

Exemplo: a tampa do cravo barroco era marchetada com arabescos de ébano e madrepérola.

Sentido Social

Designa, metaforicamente, uma pessoa ou grupo que se insere em um ambiente social distinto, adaptando-se superficialmente a códigos e hábitos que não lhe são originais. O sentido carrega conotação de artificialidade ou esforço de assimilação.

Exemplo: o novo rico, marchetado nos salões da aristocracia, imitava gestos e sotaques sem jamais pertencer de fato àquele círculo.

Sentido Literário

Em crítica textual, caracteriza um estilo de escrita que combina citações, referências eruditas e registros linguísticos diversos, criando um texto de superfície ornamentada e intertextual. O termo é usado para descrever obras que privilegiam o virtuosismo formal sobre a fluência narrativa.

Exemplo: a prosa marchetada de certos autores pós-modernos acumula paráfrases de clássicos sem desenvolver voz própria.

Sentido Psicológico

Descreve a memória ou a percepção que se forma por associação de fragmentos de experiências díspares, como se o sujeito incrustasse lembranças alheias ou fictícias nas próprias. Refere-se a uma identidade construída por camadas de influências externas, sem núcleo autêntico.

Exemplo: o paciente relatava uma infância marchetada de episódios que, verificados, pertenciam a biografias de parentes distantes.

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