Significado de mavortismo

Explore os principais sentidos da palavra 'mavortismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Tendência ou doutrina que preconiza a supremacia do poder militar sobre as demais instituições de um Estado.
  • s.m.Prática política de subordinação da sociedade civil aos valores e interesses das forças armadas.
  • s.m.Conjunto de ideologias que exaltam a guerra como instrumento legítimo de expansão nacional.
  • s.m.Comportamento institucional caracterizado pela interferência sistemática dos militares na condução do governo.
  • s.m.Fenômeno histórico de valorização exacerbada do heroísmo bélico como fundamento da identidade nacional.
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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Sociológico

Refere-se à internalização de hierarquias e disciplinas castrenses como modelo de organização social, gerando uma cultura que privilegia a obediência e a coesão forçada.

Exemplo: a influência do mavortismo nas escolas brasileiras durante o regime militar, com a imposição de civismo e desfiles cívicos obrigatórios.

Sentido Psicológico

Designa um traço coletivo de personalidade no qual a agressividade e a competitividade são canalizadas para a idealização do conflito armado como solução de disputas.

Exemplo: a análise de Theodor Adorno sobre a "personalidade autoritária", que encontra no mavortismo um campo fértil para a projeção de medos e pulsões destrutivas.

Sentido Econômico

Descreve a alocação prioritária de recursos orçamentários para a indústria bélica e a manutenção de grandes contingentes armados, em detrimento de investimentos em saúde, educação e infraestrutura.

Exemplo: o complexo industrial-militar dos Estados Unidos na Guerra Fria, cujo mavortismo impulsionou o PIB mas aprofundou desigualdades regionais.

Sentido Estético-Literário

Manifesta-se na produção artística que glorifica a batalha, o soldado e a máquina de guerra, transformando a violência em espetáculo épico ou sublime.

Exemplo: os poemas de guerra de Rupert Brooke na Primeira Guerra Mundial, que celebram o sacrifício patriótico antes do horror das trincheiras, ou a pintura de Francisco de Goya em "Os Desastres da Guerra", que subverte essa estética ao expor sua brutalidade.

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