Significado de mealha
Explore os principais sentidos da palavra 'mealha', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Moeda antiga de pequeno valor, de cobre ou bronze, que circulou em Portugal e no Brasil durante o período colonial.
- sf.Quantia insignificante; valor monetário ínfimo.
- sf.Figurado: parcela mínima de algo, como tempo, esforço ou recurso.
- sf.Peça de vestuário ou adorno de pouco valor, usada como esmola ou esmolinha em contextos religiosos populares.
- sf.Termo numismático para a fração do real português, equivalente a um sétimo de vintém.
Etimologia:
Mealha deriva do latim metalla, plural de metallum, que significa mina, jazida ou metal extraído da terra, refletindo seu uso original relacionado a minérios e metais.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
Designa a unidade monetária de menor poder de compra no sistema colonial, usada para transações de subsistência e trocas cotidianas entre camadas pobres. Sua desvalorização progressiva refletia a inflação e a escassez de moeda metálica na colônia.
Exemplo: “O jornaleiro recebia, por dia de trabalho, poucas mealhas, insuficientes para comprar pão.”
Sentido Ritual
Refere-se à oferta simbólica de valor mínimo em cerimônias religiosas, especialmente em promessas e festas de santos populares, onde a intenção do doador supera o valor material. A mealha funcionava como voto de pobreza ou penitência.
Exemplo: “Na procissão de São Gonçalo, os fiéis depositavam mealhas no altar como agradecimento por graças alcançadas.”
Sentido Psicológico
Metaforicamente, representa a acumulação de pequenos esforços ou gestos que, somados, produzem um resultado significativo, mas que individualmente parecem desprezíveis. Evoca a paciência e a constância diante de metas longas.
Exemplo: “Cada página escrita era uma mealha; ao fim de um ano, o romance estava completo.”
Sentido Literário
Na poesia e na prosa de ficção, a palavra aparece como recurso para caracterizar a miséria, a avareza ou a nostalgia de tempos de escassez, funcionando como signo de um passado rural e pré-industrial.
Exemplo: “No conto de Machado de Assis, o velho guardava mealhas num cofre, não por necessidade, mas por memória da pobreza.”
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