Significado de medrosos
Explore os principais sentidos da palavra 'medrosos', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que sente ou demonstra medo com facilidade; temeroso.
- adj.Que é caracterizado pelo medo; que denota ou expressa temor.
- s.m.Pessoa que tem medo; indivíduo covarde ou pusilânime.
- adj.Prudente em excesso; cauteloso ao extremo.
- adj.Relativo ou pertencente ao medo.
Etimologia:
Medrosos deriva do adjetivo "medroso", formado a partir do substantivo "medo", que vem do latim "metus", significando temor ou receio, acrescido do sufixo "-oso", indicativo de abundância ou propensão, caracterizando alguém que sente medo com facilidade.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um traço de personalidade ou estado emocional caracterizado por uma resposta de ansiedade e evitação perante situações percebidas como ameaçadoras. Envolve uma sensibilidade aumentada ao risco e uma tendência a superestimar perigos.
Exemplo: Na psicologia, um indivíduo com um traço alto de neuroticismo pode ser descrito como tendo uma disposição 'medrosa'.
Sentido Social
Descreve um comportamento coletivo ou clima de opinião pública em que o medo se torna um fator determinante das interações e decisões grupais. Pode levar à conformidade excessiva, à desconfiança generalizada e à aversão a mudanças.
Exemplo: Uma sociedade 'medrosa' pode aceitar facilmente restrições às liberdades civis em troca de uma promessa de segurança.
Sentido Literário
Designa um arquétipo ou tipo de personagem cuja principal característica é a covardia ou a hesitação, servindo frequentemente como contraponto ao herói ou como elemento de crítica social ou humor.
Exemplo: O personagem Sancho Pança, de "Dom Quixote", embora leal, é por vezes retratado com traços 'medrosos' em contraste com o idealismo temerário de seu amo.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição humana de se confrontar com a liberdade, o desconhecido e a finitude, onde o medo não é uma fraqueza pontual, mas uma dimensão fundamental da existência que pode paralisar ou, paradoxalmente, impelir à autenticidade.
Exemplo: Para o filósofo Søren Kierkegaard, o 'temor e tremor' diante do 'salto da fé' não é uma simples covardia, mas uma resposta necessária ao absurdo.
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