Significado de mentigem
Explore os principais sentidos da palavra 'mentigem', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Ato ou efeito de mentir; afirmação contrária à verdade, feita com intenção de enganar.
- s.f.(por extensão) Qualquer coisa que engana ou ilude; falsidade, aparência enganosa.
- s.f.(Brasil, informal) Variante popular e não padrão da palavra "mentira".
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "mentigem" é um termo arcaico da língua portuguesa que designa mentira ou falsidade, possivelmente relacionada ao verbo "mentir", do latim "mentīri".
Sinônimos (sentido comum):
mentira, falsidade, inverdade, engano, falácia, lorota, embuste, patranha, invencionice
Antônimos (sentido comum):
verdade, veracidade, sinceridade, autenticidade, realidade, fato, exatidão, honestidade, transparência, fidelidade
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se ao mecanismo de defesa ou à distorção cognitiva onde o indivíduo nega ou altera a realidade para evitar conflitos, culpa ou danos à autoimagem. Um exemplo é o paciente que, dependente de uma substância, mente sistematicamente sobre a quantidade consumida para si e para outros.
Sentido Social
A mentira como ferramenta de coesão ou conflito nas interações humanas, variando desde as "mentiras sociais" para preservar sentimentos (ex.: elogiar um presente indesejado) até as fraudes que minam a confiança coletiva, como nos escândalos corporativos que falseiam balanços financeiros.
Sentido Literário e Retórico
Na tradição literária, a "mentira" pode ser um dispositivo narrativo central que revela verdades humanas mais profundas, como na figura do "mentiroso sincero". Um exemplo concreto é o personagem Dom Juan, cujas mentiras e enganos são a essência da trama para criticar a hipocrisia social.
Sentido Epistemológico
Aborda a mentira como um problema para a construção do conhecimento e da verdade factual, questionando os limites entre erro, ficção e falsificação intencional. Um exemplo é o debate histórico sobre os "Protocolos dos Sábios de Sião", um documento forjado usado como "prova" de uma conspiração judaica, impactando a percepção da realidade por milhões.
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