Significado de microgabro
Explore os principais sentidos da palavra 'microgabro', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Rocha ígnea plutônica de granulação fina a média, de composição básica, constituída essencialmente por plagioclásio cálcico e piroxênio, com ou sem olivina; variedade de gabro com cristais visíveis a olho nu, porém menores que os do gabro típico.
- s.m.Termo petrográfico para designar o equivalente hipabissal do basalto, formado em diques ou soleiras, com textura ofítica ou subofítica.
- s.m.Rocha máfica fanerítica, com índice de cor superior a 35%, cuja granulometria varia entre 0,5 mm e 5 mm, distinguindo-se do gabro por sua textura mais fina.
- s.m.Material lítico utilizado em agregados de construção civil e revestimento, caracterizado por alta resistência à compressão e baixa porosidade.
- s.m.Unidade litoestratigráfica informal, empregada em mapeamento geológico para designar corpos intrusivos básicos de pequena dimensão, geneticamente associados a províncias magmáticas continentais.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Geotécnico
Refere-se ao comportamento físico-mecânico do microgabro como material de engenharia, especialmente sua resistência ao desgaste e à abrasão. Em obras de infraestrutura, sua avaliação é crucial para dimensionar camadas de pavimento ou lastro ferroviário.
Exemplo: ensaios de Los Angeles em amostras de microgabro da Formação Serra Geral indicaram perda de massa inferior a 20%, viabilizando seu uso em rodovias de alto tráfego.
Sentido Histórico
Designa a rocha que, no início do século XX, foi central no debate sobre a origem dos "diabásios" — termo então usado para rochas básicas de granulação fina. A distinção entre microgabro e basalto, proposta por Rosenbusch em 1887, consolidou a classificação textural-ígnea moderna.
Exemplo: as descrições de microgabros nos diques do Vale do Paraíba, feitas por Derby em 1890, fundamentaram a primeira carta geológica do estado de São Paulo.
Sentido Econômico
Enquadra o microgabro como recurso mineral não metálico, cujo valor de mercado depende da proximidade de centros consumidores e da homogeneidade textural. Sua extração em pedreiras gera brita e pó de pedra, insumos de baixo custo unitário, mas alto volume.
Exemplo: a pedreira de microgabro em Várzea Paulista (SP) opera com produção de 500 t/h, abastecendo a cadeia de concreto da Região Metropolitana de Campinas.
Sentido Petrogenético
Descreve o microgabro como registro de processos de cristalização fracionada em câmaras magmáticas rasas, onde o resfriamento rápido impede o crescimento de cristais grandes. Sua ocorrência em enxames de diques indica estágios de rifteamento crustal e ascensão de magmas toleíticos.
Exemplo: a análise de zoneamento composicional em cristais de plagioclásio de microgabros do enxame de diques de Ponta Grossa (PR) revelou taxas de resfriamento de 10⁻³ °C/ano, compatíveis com intrusões em níveis crustais de 2 a 4 km.
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