Significado de murupeteca
Explore os principais sentidos da palavra 'murupeteca', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Espécie de jogo de origem indígena praticado com uma peteca feita de palha e penas, no qual os participantes se dispõem em círculo e golpeiam a peteca com as mãos, evitando que ela caia ao chão.
- s.f.Por extensão, a própria peteca utilizada nesse jogo, confeccionada artesanalmente com materiais vegetais e plumas.
- s.f.Regionalismo (Nordeste do Brasil). Designação para uma brincadeira infantil coletiva, similar ao voleibol com as mãos nuas, sem rede.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ritual
A murupeteca pode ser compreendida como um artefato cerimonial em contextos indígenas do Brasil Central, associado a rituais de passagem ou de celebração da colheita. O ato de mantê-la no ar simboliza a continuidade da vida e a cooperação comunitária.
Exemplo: entre os Karajá, a murupeteca é lançada durante o festival do Aruanã, representando a ligação entre os vivos e os espíritos ancestrais.
Sentido Econômico
No âmbito do artesanato regional, a murupeteca constitui um produto de baixo custo e alta demanda turística, gerando renda para comunidades extrativistas que coletam palha de buriti e penas de aves.
Exemplo: feiras de artesanato em cidades do Maranhão comercializam murupetecas por R$ 15 a R$ 30, movimentando a economia local durante o período de férias escolares.
Sentido Pedagógico
A murupeteca é utilizada como ferramenta didática em escolas de educação física para desenvolver coordenação motora, trabalho em equipe e noção espacial em crianças.
Exemplo: na rede municipal de São Luís, professores aplicam o jogo em aulas ao ar livre, adaptando as regras para incluir alunos com deficiência visual, que seguem o som da peteca.
Sentido Ecológico
A confecção tradicional da murupeteca depende de recursos naturais renováveis, como palha de carnaúba e penas de galinha-d’angola, promovendo o uso sustentável da biodiversidade do Cerrado.
Exemplo: comunidades quilombolas do Tocantins mantêm a prática como forma de resistência cultural e conservação de espécies vegetais nativas, evitando o uso de plástico.
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