Significado de nauseosa
Explore os principais sentidos da palavra 'nauseosa', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- adj.Que causa ou expressa náusea, enjoo, repugnância física.
- adj.Que provoca forte aversão ou repulsa moral.
- adj.Que tem o aspecto ou a aparência de algo que causa náusea.
- adj.(Med.) Relativo ou característico de náusea.
- s.f.(Bras., informal) Pessoa considerada desagradável, repulsiva.
Etimologia:
A palavra "nauseosa" deriva do latim "nauseosus", que por sua vez vem do grego "nausía", significando enjoo ou mal-estar causado por movimento, especialmente náusea marítima.
Sinônimos (sentido comum):
enjoadia, enjoativa, repulsiva, desagradável, mal-estar, enjoada, repugnante, aborrecida, desconfortável
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Médico-Clínico
Refere-se ao sintoma ou sensação subjetiva de enjoo, precedente ao vômito, associada a distúrbios gastrointestinais, labirintopatias, efeitos colaterais de medicamentos ou gravidez.
Exemplo: A quimioterapia frequentemente induz uma sensação nauseosa persistente nos pacientes.
Sentido Estético-Literário
Utilizado na crítica de arte e literatura para descrever obras ou cenas que buscam deliberadamente provocar repulsa física ou moral no espectador, muitas vezes para um efeito de impacto, realismo cru ou crítica social.
Exemplo: Algumas passagens dos romances de Nelson Rodrigues são descritas como nauseosas pela exploração dos baixos instintos humanos.
Sentido Ético-Social
Aplica-se a ações, discursos ou situações consideradas profundamente repugnantes do ponto de vista moral, que violam valores sociais básicos e provocam uma reação coletiva de indignação e aversão.
Exemplo: A divulgação de detalhes de um crime hediondo pode gerar uma comoção pública nauseosa.
Sentido Fenomenológico-Existencial
Na filosofia existencialista, especialmente em Jean-Paul Sartre, descreve a revelação angustiante e física da contingência bruta da existência, quando a consciência percebe o mundo e o próprio ser como gratuitos, absurdos e excessivamente presentes.
Exemplo: Na obra "A Náusea", de Sartre, o protagonista Roquentin experimenta a náusea ao contemplar a raiz de uma castanheira, percebendo a pura facticidade da existência.
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