Significado de nojar

Explore os principais sentidos da palavra 'nojar', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • v.t.Causar nojo ou repulsa em; repugnar, enojar.
  • v.t.Sentir aversão ou asco por algo ou alguém.
  • v.t. Fig.Desgostar, aborrecer profundamente.
  • v.pron.Sentir nojo de si mesmo ou de algo; enojar-se.

Etimologia:

A palavra "nojar" deriva do latim vulgar noxia, que significa "nocivo" ou "prejudicial", relacionada a sentimentos de repulsa e aversão.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Fisiológico

Refere-se à resposta corporal imediata de repulsa, frequentemente ligada a estímulos sensoriais (olfato, paladar, visão) que disparam o reflexo de náusea. É o sentido mais básico e instintivo, anterior à elaboração cultural ou moral.

Exemplo: O cheiro de carne putrefata no mercado medieval nojava os transeuntes, que tapavam o nariz com panos embebidos em vinagre.

Sentido Moral

Designa a rejeição ética diante de atos considerados abjetos, cruéis ou degradantes. Aqui, o nojo opera como um juízo de valor negativo, funcionando como barreira simbólica contra a transgressão de códigos sociais ou religiosos.

Exemplo: Em Os Irmãos Karamazov, Dostoiévski descreve o nojo moral de Aliócha diante da lascívia de seu pai, Fiódor Pavlovitch.

Sentido Estético

Aplica-se à aversão provocada por formas, composições ou obras que violam padrões de harmonia, equilíbrio ou beleza vigentes. No campo artístico, o nojo pode ser usado deliberadamente como recurso expressivo para chocar ou questionar o gosto estabelecido.

Exemplo: As pinturas de Francis Bacon, com suas figuras distorcidas e carnais, provocam nojo estético em parte do público, mas são celebradas pela crítica como exploração da condição humana.

Sentido Político-Social

Refere-se ao uso do nojo como ferramenta de exclusão ou hierarquização de grupos, práticas ou identidades. Historicamente, discursos de poder associam nojo a minorias, pobres ou costumes não hegemônicos para justificar segregação, limpeza social ou violência institucional.

Exemplo: No Brasil do século XIX, manuais de etiqueta e tratados médicos nojavam os hábitos alimentares e de higiene das populações escravizadas, legitimando a discriminação racial.

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