Significado de ordinarice
Explore os principais sentidos da palavra 'ordinarice', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Qualidade ou estado do que é ordinário, comum, banal.
- s.f.Comportamento ou atitude grosseira, vulgar, de mau gosto.
- s.f.Pessoa considerada vulgar ou de baixa condição (uso arcaico/pejorativo).
Etimologia:
A palavra "ordinarice" deriva do adjetivo "ordinário", que vem do latim "ordinarius", que significa "regular, comum, habitual", formado a partir de "ordo, ordinis", que quer dizer "ordem". O sufixo "-ice" indica qualidade ou estado, formando assim o substantivo que expressa a condição ou característica do que é ordinário, vulgar ou comum em sentido pejorativo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Sociológico
Refere-se à vulgaridade como um marcador de distinção social, onde o que é considerado "ordinário" é definido pelas classes dominantes para demarcar fronteiras simbólicas. Um exemplo é a crítica da aristocracia do século XIX aos hábitos da burguesia emergente, vista como rica mas sem refinamento.
Sentido Estético
Designa uma qualidade artística ou de design que falha em transcender o utilitário ou o corriqueiro, resultando em obras percebidas como sem originalidade, charme ou profundidade.
Exemplo: a crítica de certa arquitetura modernista de baixo custo, vista como meramente funcional e desprovida de valor estético.
Sentido Psicológico-Comportamental
Caracteriza um padrão de comportamento ou discurso que transgride as normas de etiqueta e polidez socialmente esperadas, revelando falta de educação ou tato. Exemplo concreto: interromper constantemente os outros em uma conversa ou usar linguagem excessivamente chula em um contexto formal é visto como uma demonstração de ordinarice.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição de uma vida ou existência que se conforma passivamente aos padrões massificados, sem questionamento ou busca por autenticidade. É a antítese da vida examinada proposta por Sócrates. Um exemplo literário é o personagem Homais, o boticário em "Madame Bovary" de Flaubert, encarnação da mediocridade satisfeita e das ideias convencionais.
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