Significado de panlogismo
Explore os principais sentidos da palavra 'panlogismo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Doutrina filosófica que identifica o real com o racional, sustentando que tudo o que existe é manifestação ou expressão da razão absoluta.
- sf.Sistema teórico que afirma a identidade entre ser e pensamento, de modo que a estrutura lógica do mundo coincide com a estrutura lógica do pensamento.
- sf.Posição metafísica segundo a qual a totalidade do real é inteligível e redutível a princípios lógicos.
Etimologia:
Panlogismo deriva do grego antigo, combinando "pan" (todo) e "logos" (razão, discurso), referindo-se à doutrina que atribui à razão universal ou ao pensamento absoluto o princípio de tudo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico
Designa a corrente idealista alemã do século XIX, especialmente associada a Hegel, que postula que a realidade é o desdobramento dialético da Ideia ou Razão.
Exemplo: na Fenomenologia do Espírito, Hegel descreve a história como o processo pelo qual o Espírito se reconhece a si mesmo, ilustrando o panlogismo hegeliano.
Sentido Epistemológico
Refere-se à tese de que todo conhecimento verdadeiro é dedutível de princípios lógicos universais, negando a existência de fatos brutos ou irredutíveis à razão.
Exemplo: um matemático panlogista sustentaria que os axiomas da geometria não são convenções, mas expressões necessárias da estrutura racional do espaço.
Sentido Político
Indica a aplicação do princípio de que a ordem social deve ser inteiramente racionalizada, subordinando instituições e leis a um sistema lógico único.
Exemplo: regimes que tentam organizar a economia e o direito segundo um plano dedutivo centralizado, como em certas interpretações do racionalismo jacobino.
Sentido Teológico
Concepção em que Deus é identificado com a Razão universal, e a criação do mundo é vista como a autoexplicitação lógica do divino.
Exemplo: na teologia de alguns filósofos medievais, como João Escoto Erígena, a natureza é entendida como a manifestação necessária do intelecto divino, aproximando-se do panlogismo.
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