Significado de pantomoro

Explore os principais sentidos da palavra 'pantomoro', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Indivíduo que, em festas populares ou cortejos, representa um personagem grotesco ou ridículo, geralmente mascarado e com roupas extravagantes.
  • s.m.Por extensão, pessoa que age de maneira tola ou desajeitada, sendo objeto de zombaria.
  • s.m.Na tradição ibérica, figura folclórica associada a danças e encenações cômicas em procissões religiosas.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Etnográfico

Designa um tipo específico de mascarado presente em rituais de inversão social, como o Carnaval ou festas de São João, onde o pantomoro encarna o caos e a desordem temporária, permitindo à comunidade satirizar autoridades e normas.

Exemplo: nas festas de Bragança, o pantomoro percorre as ruas imitando gestos obscenos e distribuindo pancadas simbólicas com bexigas.

Sentido Psicológico

Refere-se a um arquétipo de comportamento em que o indivíduo adota uma persona exageradamente tola ou desastrada como mecanismo de defesa ou de crítica social, ocultando intenções sérias sob a máscara do ridículo.

Exemplo: o personagem de Chaplin em O Garoto age como pantomoro para expor as injustiças da pobreza.

Sentido Teatral

Na dramaturgia medieval e renascentista, o pantomoro era um tipo fixo de personagem cômico, similar ao bobo ou ao zanni da commedia dell'arte, que usava movimentos exagerados e diálogos nonsense para quebrar a tensão de peças sérias.

Exemplo: nas autos sacramentais de Gil Vicente, o pantomoro interrompe o sermão com piadas escatológicas.

Sentido Sociopolítico

Metáfora para o cidadão que, em regimes autoritários, simula submissão ou tolice para evitar perseguição, mas, na verdade, subverte o poder por meio da ironia e da aparente incompetência.

Exemplo: o protagonista de O Processo, de Kafka, assume um ar de pantomoro diante dos burocratas, fingindo não entender as acusações para expor o absurdo do sistema.

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