Significado de parreca
Explore os principais sentidos da palavra 'parreca', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Pequena embarcação a remo, de fundo chato, usada para pesca ou transporte em águas rasas.
- sf.(Brasil, informal) Pessoa muito magra ou franzina.
- sf.(Brasil, regionalismo) Mulher considerada feia ou desajeitada.
- sf.(Brasil, gíria) Objeto ou situação de baixa qualidade ou sem valor.
- sf.(Portugal, regionalismo) Ave de rapina noturna, semelhante à coruja.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Etimológico
Deriva do latim parrica, designando originalmente uma pequena barca de pesca. O termo manteve esse núcleo semântico em comunidades ribeirinhas, onde a parreca é um instrumento de trabalho essencial para a subsistência local.
Exemplo: “No rio Tejo, os pescadores ainda usam a parreca para alcançar os cardumes nas margens.”
Sentido Social
No Brasil, a palavra adquiriu conotação pejorativa para descrever pessoas ou coisas consideradas inferiores ou ridículas. Esse uso reflete hierarquias sociais informais, onde o termo opera como marcador de exclusão ou desprezo.
Exemplo: “Na roda de amigos, chamá-lo de parreca era uma forma de humilhá-lo por sua aparência.”
Sentido Econômico
Em comunidades pesqueiras tradicionais, a parreca representa um capital de baixo custo e alta funcionalidade, contrastando com embarcações motorizadas. Sua manutenção simples permite a autonomia de pequenos produtores.
Exemplo: “Com a parreca, o pescador evita o endividamento com barcos a motor e mantém sua renda estável.”
Sentido Literário
Na obra de autores regionalistas brasileiros, a parreca surge como símbolo da precariedade e da resistência do homem simples. É usada para evocar cenários de pobreza digna e luta cotidiana contra as adversidades naturais.
Exemplo: “Em ‘Vidas Secas’, a parreca jamais aparece, mas sua ausência ecoa na falta de meios para cruzar o rio seco.”
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