Significado de parvidade
Explore os principais sentidos da palavra 'parvidade', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Caráter ou condição do que é ínfimo, insignificante, de pouca importância.
- s.f.Ação ou atitude mesquinha, vil, desprezível.
- s.f.(Antigo) Pequenez, dimensão reduzida (em sentido físico ou moral).
Etimologia:
Parvidade deriva do latim tardio parvĭtas, que significa ‘pequenez’, formado a partir do adjetivo parvus, ‘pequeno’, acrescido do sufixo -itas, usado para formar substantivos abstratos.
Sinônimos (sentido comum):
miudeza, pequenez, pequenice, insignificância, trivialidade, futilidade, mesquinharia, ninharia, irrelevância, pouca importância
Antônimos (sentido comum):
grandeza, magnitude, importância, relevância, extensão, vastidão, enormidade, amplitude, significância, imensidão
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico-Comportamental
Refere-se a uma atitude mental ou padrão de ação marcado pela mesquinhez, falta de grandeza de espírito e apego a questões triviais ou vis. Um exemplo concreto é a pessoa que, em uma disputa, recorre a calúnias e difamações em vez de argumentos substantivos, demonstrando parvidade de caráter.
Sentido Social e Político
Descreve a qualidade de discursos, políticas ou ações públicas que são moralmente baixas, desprezíveis ou que carecem de nobreza e visão de conjunto. Um exemplo histórico pode ser encontrado em discursos demagógicos que incitam ódio entre grupos sociais para obter vantagem política imediata.
Sentido Filosófico-Moral
Na ética, designa a conduta ou o estado de espírito contrário à virtude da magnanimidade, indicando uma pequenez moral que impede o indivíduo de aspirar a bens maiores e mais elevados. Aristóteles, em sua "Ética a Nicômaco", contrasta a magnanimidade com a atitude do homem pequeno, que poderia ser associada à parvidade.
Sentido Literário e Retórico
Na análise literária e na crítica, é um termo usado para qualificar personagens, motivos ou temas que são deliberadamente construídos para representar a vileza, a insignificância ou a falta de grandeza. Um exemplo é a caracterização de alguns personagens de Machado de Assis, como o bajulador e interesseiro Janjão, em "Memórias Póstumas de Brás Cubas".
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