Significado de patiguá
Explore os principais sentidos da palavra 'patiguá', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Indivíduo rude, grosseiro, de maus costumes.
- s.m.Pessoa ignorante, inculta.
- s.m.(Brasil, regionalismo) Sujeito desprezível, patife.
- s.m.(Brasil, regionalismo) Pessoa de origem humilde e modos rústicos.
- s.m.(Brasil, regionalismo) Capanga, jagunço.
Etimologia:
De origem incerta, a palavra "patiguá" é usada no português brasileiro para designar um tipo de planta arbustiva, possivelmente derivada de termos indígenas ou africanos, mas sem uma etimologia claramente estabelecida no léxico da língua portuguesa.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Regional
Refere-se a uma figura social típica do Brasil colonial e imperial, frequentemente associada a portos, vilas e áreas rurais, representando o homem do povo de modos rústicos e às vezes violentos.
Exemplo: Nos romances de José de Alencar, como "O Gaúcho", aparecem personagens que encarnam o tipo do patiguá, misto de capanga e homem ligado a atividades braçais.
Sentido Sociológico
Designa um indivíduo à margem das normas de civilidade urbana, cujo comportamento é interpretado como fruto de uma posição social desfavorecida e de um habitus distinto das elites.
Exemplo: Em estudos sobre a formação social brasileira, o patiguá pode ser analisado como produto das desigualdades e do contato entre culturas no processo de interiorização.
Sentido Político-Instrumental
Indica o agente utilizado como força coercitiva por figuras de poder local (coronéis, chefes políticos), atuando como capanga para intimidação e controle eleitoral.
Exemplo: Na política do café com leite, era comum que "patiguás" fossem recrutados para garantir votos ou ameaçar opositores em currais eleitorais.
Sentido Cultural-Representacional
Figura que se tornou um arquétipo ou estereótipo na cultura popular, representado na literatura, no cordel e no imaginário coletivo como o homem bruto, mas por vezes com um código de honra próprio.
Exemplo: O personagem "Jeca Tatu", de Monteiro Lobato, em sua versão inicial, compartilha alguns traços do patiguá, embora seja mais camponês do que capanga.
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