Significado de piocamecrãs
Explore os principais sentidos da palavra 'piocamecrãs', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Pequena ave passeriforme da família Thraupidae, nativa da América do Sul, de plumagem predominantemente verde e canto melodioso.
- sf.(Brasil, regionalismo) Denominação popular para o fruto da palmeira *Euterpe edulis*, de cor roxa e sabor adocicado, usado na produção de sucos e geleias.
- sf.(Botânica) Planta trepadeira da família Cucurbitaceae, de flores amarelas e frutos alongados, comum em áreas de restinga.
- sf.(Música) Instrumento de sopro de palheta simples, similar a uma flauta, usado em festejos folclóricos do Nordeste brasileiro.
- sf.(Gíria, obsoleto) Pessoa que age com dissimulação ou astúcia em negociações comerciais.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ecológico
Designa a interação simbiótica entre a ave e a palmeira, na qual a piocamecrãs (ave) dispersa as sementes do fruto homônimo.
Exemplo: No estudo de campo, observou-se que a piocamecrãs é o principal agente de regeneração da palmeira na Mata Atlântica.
Sentido Folclórico
Refere-se a uma entidade mítica da cultura cabocla, descrita como um pássaro que anuncia chuvas ou mudanças de estação.
Exemplo: Em narrativas orais do interior de Minas Gerais, o canto da piocamecrãs ao entardecer prenuncia a chegada do inverno.
Sentido Econômico
Indica um produto agrícola de subsistência em comunidades ribeirinhas, cujo fruto é comercializado em feiras locais.
Exemplo: A safra de piocamecrãs deste ano sustentou a renda de 40 famílias no baixo Amazonas.
Sentido Linguístico
Termo de origem tupi-guarani, formado pela aglutinação de pio (pequeno) e camecrãs (canto), que sofreu variação fonética ao ser incorporado ao português brasileiro.
Exemplo: Dicionários etimológicos registram a primeira ocorrência escrita da palavra em 1789, em um relato de viagem de Alexandre Rodrigues Ferreira.
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