Significado de ploce
Explore os principais sentidos da palavra 'ploce', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Figura de linguagem que consiste na repetição de uma palavra, com sentidos ou funções diferentes, na mesma frase ou verso.
- s.f.(Retórica) Repetição de um termo, explorando suas diferentes acepções ou relações sintáticas, para criar ênfase ou complexidade.
- s.f.(Literatura) Recurso estilístico que intensifica o significado através da reiteração de um vocábulo.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Retórico-Clássico
Na retórica clássica, a ploce é uma figura de pensamento ou de dicção usada para demonstrar virtuosismo verbal e aprofundar um argumento através da polissemia ou da ressignificação de um termo.
Exemplo: "O amor é amor, e não se muda" (Gil Vicente), onde a repetição enfatiza a essência imutável do sentimento.
Sentido Analítico-Literário
Na análise literária, a ploce é um dispositivo formal estudado para revelar camadas de significado, tensões internas ou a construção da voz poética dentro de um texto.
Exemplo: Em "Com que então, com que então...", de Carlos Drummond de Andrade, a repetição do "com que" expressa indignação e interrogatividade acumuladas.
Sentido Cognitivo-Linguístico
Este sentido aborda a ploce como um fenômeno que explora os limites e a flexibilidade do processamento linguístico, onde o cérebro deve reavaliar rapidamente o significado de uma palavra idêntica em um novo contexto sintático ou semântico.
Exemplo: A frase "O nada nada" força uma reinterpretação do segundo "nada" como verbo, demonstrando a plasticidade da interpretação.
Sentido Pedagógico
No ensino de língua e literatura, a ploce é um conceito instrumental para desenvolver a competência leitora, treinando estudantes a identificar nuances e a apreciar a economia e a força expressiva que a repetição pode conferir a um enunciado.
Exemplo: Análise em sala de aula de versos como "Livre do tempo e livre do perigo, / Livre de tudo, menos de ti mesmo" (Gregório de Matos).
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