Significado de pranteadora
Explore os principais sentidos da palavra 'pranteadora', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Mulher que pranteia, que chora ou lamenta a morte de alguém, especialmente em funerais.
- sf.Profissional contratada para chorar e expressar luto em cerimônias fúnebres.
- sf.Pessoa que expressa publicamente tristeza ou pesar por uma perda ou desgraça.
Etimologia:
Pranteadora deriva do verbo "prantear", que significa lamentar ou chorar, e este vem do latim vulgar plangĕre, que significa bater, golpear, gemer, expressando tristeza ou dor. O sufixo "-dora" indica agente feminina, ou seja, aquela que pranteia, chora ou lamenta.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Ritual
Designa a figura feminina que, em muitas culturas, desempenha o papel de chorar e entoar lamentos em rituais fúnebres, seguindo tradições específicas de expressão do luto.
Exemplo: Na Grécia antiga, a pranteadora era parte essencial do cortejo fúnebre, com cânticos e gestos padronizados.
Sentido Econômico
Refere-se à profissional que oferece serviços de lamento e choro em funerais, atividade que, em certas sociedades, constitui uma ocupação remunerada e regulada por acordos informais ou contratos.
Exemplo: Em algumas regiões do Oriente Médio, a pranteadora é contratada por famílias para garantir a solenidade do enterro.
Sentido Psicológico
Indica a pessoa que, por traços de personalidade ou condicionamento social, assume o papel de expressar a dor coletiva em situações de perda, funcionando como catalisadora emocional do grupo.
Exemplo: Em comunidades pequenas, uma pranteadora pode ser a vizinha que, por empatia, lidera o choro durante o velório.
Sentido Literário
Personagem ou figura simbólica em obras que exploram o luto, a memória e a passagem do tempo, frequentemente associada à tradição oral e à poesia elegíaca.
Exemplo: Na obra "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, a figura da pranteadora ecoa nos lamentos das mulheres sertanejas pela morte de jagunços.
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