Significado de priamomania
Explore os principais sentidos da palavra 'priamomania', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- sf.Desejo ou impulso irresistível de adquirir ou colecionar objetos de forma excessiva e desordenada, frequentemente sem valor utilitário ou estético.
- sf.Comportamento caracterizado pela acumulação compulsiva de itens, resultando em espaços de convivência comprometidos.
- sf.Termo técnico em psicologia para designar um transtorno do controle dos impulsos, distinto do colecionismo organizado.
Etimologia:
De origem desconhecida.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Clínico
Na psiquiatria e psicologia, designa um transtorno mental específico do espectro obsessivo-compulsivo, no qual o indivíduo sente uma necessidade incontrolável de adquirir e não descartar objetos, mesmo que inúteis ou danificados.
Exemplo: um paciente que enche todos os cômodos da casa com jornais velhos e embalagens vazias, impedindo a circulação e a higiene.
Sentido Social
Refere-se ao impacto nas relações interpessoais e na vida comunitária, onde a acumulação excessiva leva ao isolamento, conflitos familiares e condições insalubres que afetam vizinhos.
Exemplo: o caso real de um idoso em São Paulo cuja casa foi interditada pela prefeitura após denúncias de mau cheiro, revelando pilhas de lixo e objetos acumulados por décadas.
Sentido Econômico
Descreve um padrão de consumo disfuncional que gera desperdício de recursos financeiros e sobrecarga nos sistemas de coleta de resíduos, contrastando com a lógica de mercado baseada em utilidade e troca.
Exemplo: uma pessoa que gasta todo o salário mensal comprando utensílios de cozinha em liquidações, mesmo sem espaço ou necessidade, acumulando dívidas.
Sentido Histórico
Utilizado para caracterizar práticas de colecionismo patológico registradas em diferentes épocas, como a dos "acumuladores" do século XIX, que enchiam suas residências com antiguidades e quinquilharias, documentadas em crônicas urbanas.
Exemplo: a descrição do colecionador londrino John Soane, cuja casa-museu abrigava milhares de objetos, alguns empilhados em condições precárias.
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