Significado de priapeias

Explore os principais sentidos da palavra 'priapeias', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • sf.Poema ou composição poética de temática erótica, frequentemente obscena, associada ao culto de Príapo.
  • sf.Conjunto de versos ou cantos dedicados a Príapo, divindade da fertilidade e da procriação na mitologia greco-romana.
  • sf.Por extensão, qualquer obra literária ou artística de caráter lascivo e satírico, com ênfase no grotesco ou no humor sexual explícito.

Etimologia:

Priapeias deriva do latim "Priapea", plural de "Priapeum", que se refere a poemas eróticos dedicados a Príapo, divindade da mitologia romana associada à fertilidade e à virilidade.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Filológico

Designa um gênero poético da Antiguidade Clássica, cultivado em latim e grego, que integrava rituais agrários e festivais dionisíacos.

Exemplo: os Priapeia do Appendix Vergiliana, coleção de poemas anônimos do século I a.C., que combinam obscenidade e invocação protetora contra ladrões de hortas.

Sentido Antropológico

Refere-se a práticas rituais de fertilidade em que representações fálicas eram usadas para garantir colheitas ou afastar o mau-olhado, com cantos específicos.

Exemplo: na Roma antiga, durante as Lupercália, versos priapeicos eram recitados para purificar os campos e estimular a reprodução do gado.

Sentido Psicológico

Descreve um padrão de expressão verbal ou artística que canaliza impulsos sexuais reprimidos por meio do humor grotesco e da transgressão deliberada de tabus sociais.

Exemplo: o uso de priapeias em sátiras renascentistas, como nos poemas de Pietro Aretino, servia para expor hipocrisias morais da corte.

Sentido Estético

Indica uma categoria artística que explora o feio, o obsceno e o cômico como elementos formais de provocação, desafiando convenções de beleza e decoro.

Exemplo: as gravuras eróticas de I Modi (séc. XVI), que acompanhavam sonetos priapeicos, subvertiam a idealização renascentista do corpo humano.

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