Significado de prisioneira
Explore os principais sentidos da palavra 'prisioneira', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Mulher que se encontra detida em uma prisão.
- s.f.Mulher que está sob custódia legal, aguardando julgamento ou cumprindo pena.
- s.f.Indivíduo do sexo feminino que perdeu sua liberdade física devido a um cárcere.
- s.f.Aquela que é capturada e mantida em cativeiro, especialmente em contextos de guerra ou conflito.
- s.f.Figuradamente, mulher que se sente fortemente limitada ou oprimida por uma situação ou condição.
Etimologia:
Prisioneira deriva do latim vulgar prisionaria, feminino de prisionarius, que significa "relativo a prisão", originado de prensio, "apreensão, captura". A palavra evoluiu no português para designar a mulher que está presa ou capturada.
Sinônimos (sentido comum):
detida, cativa, encarcerada, aprisionada, reclusa, confinada, presa, capturada, enjaulada, submetida
Antônimos (sentido comum):
livre, solta, liberta, emancipado, independente, autónoma, desimpedida, desobrigada, desembaraçada, desatada
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Psicológico
Refere-se a um estado mental de restrição e falta de liberdade, onde a pessoa se sente confinada por seus próprios pensamentos, emoções ou circunstâncias. Um exemplo é a personagem Louca, do conto "O Alienista" de Machado de Assis, que, mesmo fora de um cárcere físico, vive como prisioneira de sua condição mental e do internamento.
Sentido Social
Descreve a condição de mulheres submetidas a sistemas opressivos que limitam sua autonomia, como patriarcados rígidos, regimes de clausura ou contextos de escravidão. Um exemplo histórico são as mulheres enclausuradas no harém durante o Império Otomano, cujas vidas eram rigidamente controladas e confinadas ao espaço do palácio.
Sentido Filosófico-Existencial
Aborda a condição humana de estar preso a aspectos inescapáveis da existência, como o corpo, o tempo, a moralidade ou o próprio livre-arbítrio. A personagem Júlia, do romance "Prisão Perpétua" de Agustina Bessa-Luís, exemplifica isso ao ver sua vida como uma sentença inelutável, prisioneira de suas origens e de um destino socialmente imposto.
Sentido Político
Caracteriza mulheres que são encarceradas como resultado de sua dissidência, atividade política ou como forma de repressão estatal. Um exemplo concreto é a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que, em seus discursos, frequentemente se retrata como uma "prisioneira política" de uma perseguição judiciária e midiática.
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