Significado de profligados

Explore os principais sentidos da palavra 'profligados', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • adj.e s.m. Diz-se de pessoa ou grupo que age com devassidão, libertinagem ou vício; que ou quem se entrega a excessos morais ou materiais.
  • adj.Que dissipa ou gasta de forma desmedida; esbanjador, pródigo.
  • adj.Que foi arruinado ou destruído; devastado, arrasado.
  • adj.Que se encontra em estado de decadência moral; corrompido, depravado.
  • adj.Diz-se de algo ou alguém que sofreu grande perda ou dano; desgraçado, infeliz.
//

Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Econômico

Refere-se ao comportamento de agentes que comprometem sua estabilidade financeira por gastos irracionais ou investimentos ruinosos. O termo descreve não apenas o ato de esbanjar, mas a consequência objetiva de falência ou endividamento crônico.

Exemplo: “Os herdeiros profligados dilapidaram em cinco anos a fortuna que a família levou três gerações para acumular.”

Sentido Político

Designa governantes ou administradores públicos que usam o erário de forma irresponsável, gerando déficits e comprometendo serviços essenciais. Nesse contexto, a palavra carrega um juízo de reprovação institucional, frequentemente usado em análises de gestão fiscal.

Exemplo: “O regime profligado do final do império deixou o tesouro vazio e a máquina estatal paralisada.”

Sentido Moral-Religioso

Na tradição ética e doutrinária, qualifica o indivíduo que se afasta deliberadamente dos preceitos de temperança e castidade, entregando-se a prazeres considerados ilícitos. O sentido carrega uma dimensão de culpa e necessidade de redenção, comum em textos confessionais ou homiléticos.

Exemplo: “O sermão do padre condenava os profligados que trocavam a salvação eterna pelos deleites da carne.”

Sentido Literário

Em narrativas e poesia, o termo é usado para caracterizar personagens trágicos ou decadentes, cuja ruína serve como motor do enredo ou como símbolo de uma sociedade em colapso. Aparece com frequência em romances do século XIX, associado a aristocracias em declínio.

Exemplo: “Em ‘Os Maias’, Eça de Queirós retrata o profligado Carlos da Maia como herdeiro de uma linhagem fadada ao esvaziamento e à ironia.”

Explorar também:

Compartilhar: