Significado de pseudepígrafo
Explore os principais sentidos da palavra 'pseudepígrafo', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.m.Obra literária ou religiosa cuja autoria é falsamente atribuída a uma figura de autoridade ou prestígio.
- s.m.Texto antigo, especialmente judaico ou cristão, não incluído no cânon oficial das Escrituras, que alega ser escrito por um profeta ou apóstolo.
- s.m.Por extensão, qualquer escrito de autoria deliberadamente falsificada ou atribuída de modo enganoso.
Etimologia:
A palavra "pseudepígrafo" deriva do grego antigo "pseudēpígraphos", composto por "pseudo-" (falso) e "epígraphos" (inscrito), indicando algo atribuído falsamente a um autor.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Histórico-Religioso
Refere-se a um corpus específico de textos judaicos e cristãos antigos (séc. III a.C. – II d.C.) que, embora não canônicos, são cruciais para entender o contexto intelectual e teológico da época.
Exemplo: O "Livro de Enoque", atribuído ao patriarca bíblico, é um pseudepígrafo fundamental para estudos do judaísmo do Segundo Templo.
Sentido Crítico-Literário
Designa uma estratégia retórica e literária de pseudonímia, onde um autor se oculta sob o nome de uma figura venerada para garantir aceitação, autoridade ou circulação de suas ideias.
Exemplo: Muitos tratados filosóficos do Helenismo e textos apocalípticos empregaram essa prática como convenção literária aceita.
Sentido Jurídico-Ético
Envolve a questão da falsificação intelectual, do plágio e da fraude autoral, levantando debates sobre propriedade intelectual, autenticidade e má-fé na produção e divulgação de obras.
Exemplo: A descoberta de um pseudepígrafo moderno num contexto acadêmico pode resultar em processos por falsificação e dano à reputação.
Sentido Sociocultural
Reflete um mecanismo de legitimação e subversão no qual grupos marginalizados ou novas correntes de pensamento usam nomes de autoridade consagrada para dar voz e credibilidade a ideias inovadoras ou dissidentes.
Exemplo: Alguns escritos gnósticos pseudepígrafos atribuídos a apóstolos contestavam as ortodoxias emergentes no cristianismo primitivo.
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