Significado de quererê

Explore os principais sentidos da palavra 'quererê', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.

Sentido Normativo

Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.

  • s.m.Nome de um personagem do folclore brasileiro, um menino negro travesso e alegre.
  • s.m.Nome de um bloco carnavalesco afro-brasileiro, especialmente o afoxé Filhos de Gandhy.
  • s.m.Nome de um ritmo ou toque de capoeira angola, de andamento lento e cadenciado.
  • s.m.Nome de um ponto cantado na umbanda e no candomblé, geralmente para Exu.
  • s.m.Nome de uma música-tema do afoxé Filhos de Gandhy, composta por Gilberto Gil.

Etimologia:

De origem desconhecida.

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Sentidos Expandidos

Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.

Sentido Antropológico

Refere-se a uma entidade sincrética que conecta tradições africanas, indígenas e católicas no Brasil, representando a resistência cultural. É visto como um menino-encantado, associado a divindades como o orixá Exu e o caboclo Jurema.

Exemplo: sua presença nas rodas de capoeira angola e nos terreiros de candomblé como força mobilizadora.

Sentido Sociopolítico

Simboliza a afirmação da identidade negra e a organização comunitária no espaço público, especialmente durante o Carnaval. O afoxé que leva seu nome, Filhos de Gandhy, é um marco do movimento negro na Bahia, promovendo mensagens de paz e resistência.

Exemplo: o desfile do bloco em Salvador, com seus turbantes brancos e cânticos específicos.

Sentido Artístico-Performático

Designa um elemento coreográfico e musical específico dentro da capoeira angola, caracterizado por um jogo baixo, malicioso e uma ladainha narrativa. O ritmo 'quererê' dita o estilo de interação entre os capoeiristas, sendo um dos toques fundamentais da roda.

Exemplo: a sequência de movimentos ensinada pelo Mestre Pastinha e preservada por seus discípulos.

Sentido Identitário

Funciona como um símbolo de pertencimento e ancestralidade para comunidades tradicionais baianas, reforçando laços sociais e memória coletiva. O termo evoca uma infância mítica e livre, associada à cultura de rua e à malandragem positiva.

Exemplo: seu uso como apelido carinhoso ou como referência em grupos culturais de bairros como Pelourinho e Liberdade.

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