Significado de quimbuca
Explore os principais sentidos da palavra 'quimbuca', do uso cotidiano ao contexto técnico, com exemplos e explicações claras.
Sentido Normativo
Definição no sentido mais comum e amplamente aceito da palavra.
- s.f.Vasilha pequena, geralmente de barro ou madeira, usada para guardar ou servir líquidos, como água ou cachaça.
- s.f.Porção de líquido contida nessa vasilha; gole, trago.
- s.f.Região rural do Brasil, especialmente no Nordeste, recipiente para medir ou transportar alimentos.
- s.f. Pop.Cabeça, em uso coloquial e regional.
- s.f. Bot.Designação comum a certas sementes ou frutos pequenos e arredondados, em algumas localidades.
Sentidos Expandidos
Definições organizadas por camada de contexto e outras perspectivas.
Sentido Econômico
A quimbuca funciona como unidade de troca ou medida informal em economias de subsistência, especialmente em feiras e comunidades rurais, onde a capacidade do recipiente padroniza a venda de grãos, farinha ou líquidos.
Exemplo: no sertão pernambucano, um agricultor negocia “uma quimbuca de feijão” como equivalente a uma porção fixa de trabalho ou mercadoria.
Sentido Ritual
Em práticas de religiosidade popular e afro-brasileira, a quimbuca pode ser usada como oferenda ou instrumento de libação, contendo água, mel ou bebida fermentada para entidades ou ancestrais. O ato de verter o conteúdo no chão ou em um altar estabelece um vínculo material com o sagrado.
Exemplo: em um terreiro de candomblé, a quimbuca de barro é depositada aos pés de um orixá durante uma cerimônia de agradecimento.
Sentido Psicológico
A palavra evoca, em contextos narrativos, a ideia de contenção e limite: a quimbuca é um objeto que define uma quantidade exata, funcionando como metáfora concreta para a regulação emocional ou a necessidade de dosar afetos e impulsos.
Exemplo: em um conto regional, um personagem “enche a quimbuca da paciência” até transbordar, simbolizando o ponto de ruptura de sua tolerância.
Sentido Artístico
Na literatura e na cultura material, a quimbuca aparece como elemento de ambientação e identidade, representando a simplicidade e a funcionalidade do artesanato popular. Sua forma e materialidade inspiram descrições sensoriais e composições visuais, como em naturezas-mortas ou poemas que exaltam objetos do cotidiano.
Exemplo: no romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, um recipiente similar é descrito para situar a aridez e a escassez do ambiente.
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